Núcleo Rastreios Oncológicos

O Cancro do Colo do Útero é o 7º Cancro mais frequente a nível mundial e o 2º Cancro mais frequente na mulher, com uma taxa de mortalidade em Portugal de cerca de 4 óbitos por 100.000 habitantes, sendo o Algarve a região Portuguesa com maior taxa de mortalidade.

De todos os tumores malignos o cancro do colo do útero é o que pode ser controlado com maior efectividade, com possibilidade de redução de cerca de 80% da incidência, através de programas de rastreio citológico cervical organizados, de base populacional com periodicidade de 3 ou 5 anos. Este tipo de cancro afecta especialmente mulheres a partir dos 35 anos de idade, numa fase de vida activa.

 

logo_Rastreio do Cancro do Colo do Útero - Algarve

Programa de Rastreio do Cancro do Colo do Útero no Algarve

A ARS Algarve IP contempla nas estratégias regionais um programa de rastreio de cancro de colo do útero, de base populacional, destinado às mulheres inscritas nos Centros de Saúde e Unidades de Saúde Familiar do Algarve com idades compreendidas entre os 25 e 64 anos, através da realização de colpocitologia em meio líquido com processamento e leitura automatizados, com teste HPV quando necessário, com a periodicidade de três em três anos e com um sistema de informação que permite a contínua monitorização e informação de todos os intervenientes.

O objetivo principal visa a reduzir a taxa mortalidade, diminuir a incidência de cancros invasivos, com redução da proporção de cancros diagnosticados na fase clínica e redução de terapêuticas mais invasivas, com melhoria da qualidade de vida das mulheres.

A diabetes constitui um grave problema de saúde pública, nomeadamente pela sua elevada prevalência, é necessário que no Serviço Nacional de Saúde se desenvolvam esforços na prevenção, identificação e tratamento das suas complicações major.

Entre as complicações major da diabetes, a retinopatia diabética é a principal causa de cegueira evitável na população entre os 20 e os 64 anos de idade.

A realização anual de exames do fundo do olho para detecção da retinopatia diabética por retinografia, é um método internacionalmente considerado como sensível, específico e eficaz, bem aceite pela pessoa com diabetes e que reduz a cegueira evitável pela doença.

Fonte: DGS norma 006/2011

Programa de Rastreio da Retinopatia Diabética no Algarve

O Programa de Rastreio da Retinopatia Diabética no Algarve tem como principais objetivos:

1. Criar condições, na Região de Saúde do Algarve, que garantam uma resposta efectiva e regular às necessidades dos utentes diabéticos no âmbito do Programa, tanto ao nível do Rastreios, como ao nível do Tratamento;

2. Convocar para Tratamento todos os diabéticos inscritos nos ACES da Região do Algarve com guia de Diabético atribuído.

3. Operacionalizar dois Centros de Rastreio na Região de Saúde do Algarve, localizados nos dois Hospitais Gerais do SNS- Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA), e o Hospital de Faro.

4. Incluir, de forma significativa, um maior número de utentes diabéticos no Programa, em taxas de adesão superiores a 75%.

5. Garantir a monitorização e avaliação do Programa, através da utilização efectiva de uma aplicação informática disponibilizada pela ARS aos outros intervenientes.

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O cancro é umas das principais causas de morte prematura e a sua abordagem clinica, política e social necessita de equipas e estratégias multidisciplinares. O estudo “ Global Burden of Disease” 2015, em termos epidemiológicos, à semelhança do que acontece nos países ocidentais, indica para Portugal, como principal causa de morbilidade, as doenças crónicas (86%), sendo que nos programas prioritários a maior “carga de doença” expressa em DALY’s é representada pelas doenças oncológicas (19%).

O cancro do cólon e recto (CCR) é uma das principais causas de morte por cancro nos países desenvolvidos. É o segundo cancro mais frequente nas mulheres e o terceiro nos homens e a probabilidade de aparecimento da doença aumenta com a idade.

O Plano Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Oncológicas (PNPCDO) preconiza o rastreio do Cancro do Cólon e Reto nos indivíduos assintomáticos, ou seja, sem qualquer sintoma gastrointestinal, com idades entre os 50 e os 74 anos inclusivé. O exame recomendado é a pesquisa de sangue oculto nas fezes, um teste não invasivo, simples de aplicar, com taxas de sensibilidade e especificidade altas e efectivo na redução dos casos de doença e de morte pela mesma causa, de acordo com o PNPCDO – Direcção Geral de Saúde.

O rastreio regular do cancro do cólon e recto pode prevenir a doença, uma vez que o CCR tem uma evolução lenta, desde o aparecimento das lesões percursoras até à transformação em cancro. A redução da mortalidade e aumento da sobrevivência está directamente relacionada com o estadio da doença no momento do diagnóstico, assim o rastreio organizado de base populacional permite a detecção não só de lesões pré-malignas, susceptíveis de serem removidas, como também de lesões malignas precoces, passíveis de tratamento.

O cancro do cólon e recto na região do Algarve apresenta taxas de mortalidade de 14,5/100.000 habitantes para o cancro do cólon e 5,5/ 100.000 habitantes para o cancro da junção sigmóidea e recto para 2014 e uma incidência de 13/ 100.000 habitantes, embora nos últimos cinco anos se tenha verificado uma diminuição da incidência.

A ARS do Algarve de acordo com as estratégias nacionais, regionais e guidelines europeus implementa um programa de rastreio de cancro do cólon e reto de base populacional, destinado aos homens e mulheres inscritas nos três ACES do Algarve com idades compreendidas desde os 50 até aos 75 anos, através da realização de teste de pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF), método imunológico quantitativo automatizado, com a periodicidade de dois em dois anos, com a colaboração do Laboratório de Saúde Pública Dra. Laura Ayres e o CHA, dotado de um sistema de informação que permite a contínua monitorização e informação de todos os intervenientes.

O objectivo principal visa a diminuição da morbilidade e mortalidade por cancro do cólon e recto, através da detecção e tratamento precoce das lesões encontradas, com melhoria da eficácia, eficiência da intervenção e da taxa de sobrevivência.

Os pré-requisitos para um programa de rastreio com sucesso, passa pela aceitação social, coordenação eficaz e gestão regional de proximidade, de acordo com as boas práticas clinicas baseadas na evidência.

O programa inicia a fase de piloto com duas unidades do ACES Central (USF Ria Formosa e UCSP S Brás de Alportel) de modo a testar e aferir circuitos, procedimentos e o sistema de informação do referido programa, estando prevista o alargamento gradual ao ACES Central, ACES do Sotavento e ACES do Barlavento até ao último semestre de 2018.

O cancro da mama – alguma informação…

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O cancro da mama é a neoplasia mais frequente na mulher. São detectados em Portugal cerca de 4.400 casos/ano e ocorrem 1.500 óbitos/ano, por esta causa.

A probabilidade da mulher desenvolver cancro da mama, aumenta com a idade. Os cancros evoluem no decurso do tempo sem sintomas, (fase sub-clínica) passando por transformação maligna local invasão tecidular, invasão ganglionar e finalmente à distância – Modelo Evolutivo.

Na prevenção individual a mulher deve conhecer bem a sua mama, alertando o seu médico se notar alterações, efectuando periodicamente, a palpação da mama. Deve ser um hábito de todas as mulheres, ao longo da sua vida e nas idades dos 50 aos 69 anos, mesmo quando a palpação é negativa, efectuar a mamografia de rastreio.

Pode ser diagnosticado precocemente através da mamografia de qualidade.

Quando diagnosticado precocemente tem uma excelente taxa de cura.

 

O Rastreio do Cancro da Mama (RCM)

Os rastreios, contemplados no Plano Nacional de Saúde, desenvolvem-se no país há vários anos, seguindo recomendações internacionais e de acordo com as estratégias de saúde nacional e regionais.

 

Programa de Rastreio do Cancro da Mama no Algarve

As mulheres do grupo alvo recebem convocatória por carta para realizarem a mamografia no seu Centro de Saúde;

O Rastreio é efectuado numa unidade móvel que percorre todos os concelhos do Algarve;

Consiste numa mamografia digital com duas incidências/mama, realizada de dois em dois anos.;

Assegurado por profissionais de saúde que seguem e apoiam as utentes, desde o rastreio até à conclusão de um eventual tratamento;

A informação do resultado da mamografia de rastreio é enviada por carta para a utente e para o seu médico de família.

O Rastreio do Cancro da Mama do Algarve segue os mais exigentes padrões europeus de qualidade.

Galardoado com 1.º Prémio na categoria Parcerias em Saúde dos Prémios Hospital do Futuro 2007/2008.

O que é o Rastreio do Cancro da mama?

É uma actividade reconhecida a nível científico e implementada através de um programa, dirigida às idades onde é maior a incidência da doença, com a periodicidade de dois em dois anos e que consiste na realização de um exame radiológico – mamografia.

 

Às mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 69 anos.

As mulheres dos restantes grupos etários, devem procurar o seu Médico Assistente para aconselhamento e prevenção. Nos casos em que existam sintomas, antecedentes pessoais ou familiares com patologia mamária maligna, também devem dirigir-se ao seu médico.

Participar no rastreio, aumenta as hipóteses de cura, diminuindo a mortalidade e traduzindo-se em anos de vida e ganhos em saúde.

O que é a Mamografia?

É o principal meio de diagnóstico. Utiliza raios X (com baixa dose). Como é muito preciso, permite detectar nódulos com apenas alguns milímetros, quando ainda não se sentem na palpação.


Consultar:

imagemCalendário do Rastreio do Cancro da Mama na Região do Algarve  (6ª Volta – 2016, 2017 e 2018)

pdf_64x64.pngFolheto do Programa de Rastreio do Cancro da Mama na Região do Algarve


Resultados do Programa de Rastreio do Cancro da Mama no Algarve:

pdf_64x64.pngRelatório do Programa de Rastreio do Cancro da Mama no Algarve – 4.ª Volta (2012 -2014)

pdf_64x64.pngRelatório do Programa de Rastreio do Cancro da Mama no Algarve – 3ª Volta (2010-2012)

pdf_64x64.pngApresentação do Relatório Preliminar da 2ª Volta do Programa de Rastreio do Cancro da Mama no Algarve – Coordenadora do Núcleo de Rastreios da ARS Algarve IP, Dra Filomena Horta Correia, 15 de Setembro de 2010

pdf_64x64.pngApresentação dos Resultados da 1ª Volta do Programa de Rastreio do Cancro da Mama no Algarve (2005 – 2007)

 

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