Cuidados Continuados Integrados

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Nas últimas décadas, temos vindo a constatar um efeito cumulativo da diminuição da mortalidade e da natalidade o que traduz uma população duplamente envelhecida.

A melhoria do nível de saúde dos Portugueses, patente nas últimas décadas, e nomeadamente concretizada no acréscimo da esperança média de vida à nascença, implica, contudo, a existência de novas necessidades de saúde e sociais, que requerem respostas novas e diversificadas que venham a satisfazer o incremento esperado da procura por parte de pessoas idosas com dependência funcional, de doentes com patologia crónica múltipla e de pessoas com doença incurável em estado avançado e em fase final de vida.

 

Tais respostas devem ser ajustadas aos diferentes grupos de pessoas em situação de dependência e aos diferentes momentos e circunstâncias da própria evolução das doenças e situações sociais e, simultaneamente, facilitadoras da autonomia e da participação dos destinatários e do reforço das capacidades e competências das famílias para lidar com essas situações, nomeadamente no que concerne à conciliação das obrigações da vida profissional com o acompanhamento familiar.

 

A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados vem cumprir uma das metas estipuladas pelo Programa do Governo Constitucional ao nível da implementação de políticas de saúde e de políticas de Segurança Social.

 

A Rede configura uma estratégia inovadora de articulação entre a Saúde e a Segurança social no sentido de dar resposta a novas necessidades emergentes de saúde e sociais, que requerem respostas novas e diversificadas que venham a satisfazer o incremento esperado da procura por parte de pessoas idosas com dependência funcional, de doentes com patologia crónica múltipla e de pessoas com doença incurável em estado avançado e em fase final de vida.

 

Apresenta como objectivo geral a promoção de acções mais próximas dos cidadãos, a prestação de cuidados continuados integrados a pessoas que, independentemente da idade, se encontrem em situação de dependência.

 

A promoção da funcionalidade, a prevenção, a redução e o adiamento das incapacidades, constitui uma das políticas sociais que mais pode contribuir para a qualidade de vida e para a consolidação de uma sociedade mais justa e solidária.

 

A implementação da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados na Região do Algarve iniciou em 2005 com a constituição de duas Equipas de Cuidados Continuados Integrados domiciliários do Centro de Saúde de Loulé, no âmbito de experiências-piloto às quais acresceu mais duas em 2006 e criou outras duas no Centro de Saúde de Silves.

 

De momento, a Região do Algarve dispõe de:

 28 ECCI's: Centros de Saúde de Albufeira (1), Alcoutim (1), Faro (3), Lagoa (1), Lagos (2), Loulé (5), Monchique (1), Olhão (1), Portimão (3), S. Brás Alportel (1), Silves (3), Tavira (1), Vila do Bispo (1), Aljezur (1) e de Vila Real Stº Antº/Castro Marim (3);

 1 Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos (ECSCP): ACES Sotavento - Centros de Saúde de Alcoutim/Castro Marim/ Vila Real Santo António/Tavira (1);

 3 Unidades de Convalescença (UC): UC de Loulé (20); UC de Portimão (19) e UC de Lagos (11);

 1 Unidade de Cuidados Paliativos (UCP): UCP de Portimão (10);

 3 Unidades de Média Duração e Reabilitação (UMDR): UMDR de Portimão (26), UMDR de Tavira (20) UMDR de Olhão (28);

 7 Unidades de Longa Duração e Manutenção (ULDM): Vila Real St.º António (18), Albufeira (20), Silves (20), Estombar (32), Algoz (30), Faro (30) e de St.ª Catarina Fte. Bispo (33).

Assim, os acordos existentes criaram 317 camas de internamento destinadas a cuidados continuados a pessoas idosas e dependentes, sendo 50 camas de convalescença, 10 camas de paliativos, 74 camas para internamentos de média duração e reabilitação e 183 camas para internamentos de longa duração e manutenção.

 

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