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1ª Jornadas de Cuidados Paliativos do Algarve

Boas práticas e o futuro dos Cuidados Paliativos em destaque nas 1ª Jornadas de Cuidados Paliativos do Algarve

«O que queremos para o futuro?» foi o desafio lançado pela ARS Algarve IP nas 1ª Jornadas de Cuidados Paliativos do Algarve que reuniram cerca de setenta profissionais de saúde nos dias 26 e 27 de outubro de 2013, no auditório da Direção Regional de Educação do Algarve, em Faro, onde partilharam experiências, conhecimentos e em conjunto reflectiram sobre o futuro dos Cuidados Paliativos em Portugal.

Na sessão oficial de abertura que contou com a presença da Dra Isabel Galriça Neto, Diretora da Unidade de Cuidados Paliativos e Continuados do Hospital da Luz, da Dra Fátima Teixeira, Coordenadora da Equipa Comunitária de Cuidados Paliativos do ACES Sotavento, o Vogal do Conselho Diretivo da ARS Algarve IP, Dr. Miguel Madeira, enalteceu o interesse dos profissionais de saúde em participar nestas jornadas, aproveitando para reforçar que, apesar do atual momento que o país atravessa a ARS Algarve IP irá continuar a apostar nesta área.

Dando como exemplo «o excelente trabalho e a experiência bem-sucedida» da equipa de cuidados paliativos domiciliários no ACES Sotavento que «graças ao empenho e dedicação dos profissionais envolvidos tem alcançado bons resultados», o Vogal da ARS Algarve IP reiterou a intenção de, logo que possível, criar as condições necessárias para que esta experiência seja ampliada aos ACES do Barlavento e ACES Central.

Neste sentido, a ARS Algarve IP irá promover em 2014 o primeiro curso de Cuidados Paliativos em sistema b-learning na Região do Algarve com o objetivo fomentar o conhecimento específico nesta área dos profissionais de saúde da Região, nomeadamente, médicos no Internato de Medicina Geral e Familiar. Com o reforço da formação especifica nesta área, a ARS Algarve IP pretende incentivar os profissionais de saúde a constituir e integrar equipas de cuidados continuados integrados de cuidados paliativos e, desta forma, contribuir para o alargamento da prestação deste tipo de cuidados na Região.

No decorrer da sua intervenção sobre «a Lei de Bases e o futuro dos Cuidados Paliativos em Portugal» a Dra. Isabel Galriça Neto, Diretora da Unidade de Cuidados Paliativos e Continuados do Hospital da Luz, defendeu que «um sistema de saúde moderno tem que contar com estruturas de cuidados paliativos, porque essas são as necessidades das pessoas». Sendo que, no seu entender, para isso, é «necessário contrariar os muitos mitos e preconceitos» que ainda hoje existem na nossa sociedade portuguesa sobre os cuidados paliativos com a «ideia errada de que este apoio é uma espécie de caridade».

Lembrando que ainda são muitos os que não têm acesso a cuidados paliativos, passando uma fase significativa da sua vida por um sofrimento evitável, tratável e desnecessário, a Diretora da Unidade de Cuidados Paliativos e Continuados do Hospital da Luz e uma das responsáveis pela criação da Lei de Bases dos Cuidados Paliativos em Portugal, deixou o desafio a todos os presentes para uma mudança de mentalidades da sociedade que dignifique o final de vida e defendeu a necessidade de, quer os decisores políticos quer os próprios profissionais que se encontram no terreno, oferecer mais e melhores cuidados de saúde especializados em cuidados paliativos aos que deles necessitam.

Durante a manhã do primeiro dia, de salientar a presença da Doutora Ana Lacerda, Oncologista do IPOFG que falou sobre a importância da implementação dos cuidados paliativos pediátricos, sublinhando as vantagens da abordagem paliativa, focada na prestação coordenada de cuidados holísticos e multidisciplinares, partilhados entre a unidade hospitalar e os serviços da comunidade, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e de morte da criança com doença incurável. Seguindo-se um breve período de debate sobre as estratégias de articulação entre as equipas comunitárias e as equipas intra-hospitalares e tipo de perfil e papel que essas equipas deverão assumir no acompanhamento dos utentes.

O primeiro dia terminou com a apresentação das boas práticas das equipas comunitárias em cuidados paliativos domiciliários de Beja e do ACES Sotavento, das equipas Intra-Hospitalar e das Unidades de Internamento em Cuidados Paliativos do Litoral Alentejano e do Centro Hospitalar do Algarve, tendo contado com a participação de Catarina Pazes, da Equipa Comunitária de Beja + Alentejo, da Enf. Graça Santos da Equipa Comunitária de Cuidados Paliativos do ACES Sotavento, da Dra. Margarida Carvalho da Unidade de Cuidados Paliativos do Litoral Alentejano, da Dra Dagoberta Lima, Coordenadora da Equipa de Suporte Intra-hospitalar de Cuidados Paliativos do Centro Hospitalar do Algarve e da Dra Madalena Sales, da Unidade de Cuidados Paliativos de Portimão do Centro Hospitalar do Algarve.

De destacar no último dia, a apresentação de um estudo pioneiro no país, realizado pela Dra Fátima Teixeira, Coordenadora da Equipa Comunitária de Cuidados Paliativos do ACES Sotavento, sobre os custos e efectividade em cuidados paliativos que, entre outros factos importantes, demonstrou que os cuidados paliativos domiciliários são 50% mais baratos que os custos de doentes seguidos sem este recurso.

Compreender a natureza, a importância e a complexidade dos sintomas que um doente em fase terminal de vida, identificar os principais problemas decorrentes de situações especificas em cuidados paliativos, conhecer as principais estratégias terapêuticas associadas ao cuidado das pessoas com doença paliativa, nomeadamente na dor e nos aspectos nutricionais, entre outras, foram algumas das questões abordadas pelos diversos profissionais que realizaram apresentações de comunicações livres quer na forma de comunicação oral quer na exposição de posters que esteve patente durante o encontro.

1ª Jornadas de Cuidados Paliativos do Algarve
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RSE - Area Cidadão