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A assistência espiritual e religiosa em meio hospitalar no Hospital de Faro

saer_1.jpgA presença, formal e legalmente enquadrada, de serviços hospitalares destinados a prestar assistência espiritual e religiosa aos doentes internados nas unidades de saúde reflete e, simultaneamente, contribui para o esforço de humanização e qualidade dos cuidados prestados, cuja amplitude ultrapassa o domínio exclusivo da ciência e da medicina.

«O doente deve ser visto do ponto de vista holístico, como um todo, incluindo a sua vertente espiritual e religiosa». Quem o afirma é Rogério Egídio, Diácono e Coordenador do Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa (SAER) do Hospital de Faro.

A par do enquadramento jurídico-legal que tem sucessivamente legitimado e regulamentado as condições para a prestação da assistência espiritual e religiosa nas unidades de saúde, a prática mostra que é na doença que, muitas vezes, a vivência espiritual e religiosa se intensifica, reforçando a importância das entidades de saúde estarem preparadas para responder às eventuais necessidades espirituais e religiosas dos seus utentes e familiares.

«O Homem de hoje anda muito ocupado e afastado das coisas de Deus. Mas ao chegar ao Hospital, quando se depara com a sua fragilidade humana, é no sofrimento que ele encontra a necessidade do divino, da transcendência, e aí entra a assistência espiritual e, para aqueles que têm uma relação com a igreja, o aspeto religioso», reforça o coordenador.

Mas ao mesmo tempo que se reconhece a importância da assistência neste campo, a evolução histórica, cultural e social colocou um novo desafio à implementação, em meio hospitalar, de um serviço de apoio espiritual e religioso que assegure a liberdade religiosa e a igualdade de acesso por parte de doentes das mais diversas confissões religiosas aos cuidados espirituais e religiosos adequados.

 «O Decreto-lei 253 de 2009 veio regulamentar não só o papel da igreja católica nos hospitais, mas também o acesso de outras igrejas e de outras confissões religiosas aos seus fiéis hospitalizados», esclarece o coordenador do SAER. «A igreja católica nunca se opôs à presença de outras confissões religiosas no Hospital, mas na verdade havia a necessidade de legislação oficial que regulamentasse o acesso de outros assistentes espirituais e religiosos às instituições hospitalares. Cada unidade tinha o seu modo de interpretar a lei e de aplicá-la. Este decreto-lei veio precisamente clarificar o direito da assistência espiritual e religiosa a pessoas de outras confissões não católicas», prossegue.

O esforço para se consolidar a efetiva igualdade e liberdade religiosa tem passado pelo reforço dos canais de comunicação e colaboração entre o SAER e as diversas comunidades religiosas, de modo a que estas possam prestar os cuidados espirituais e religiosos aos seus doentes, fomentando o respeito pelas suas tradições.

 A apresentação pública do «Manual da Assistência Espiritual e Religiosa Hospitalar», promovida pelo SAER em fevereiro de 2012, procurou precisamente sensibilizar os profissionais de saúde para as diferenças entre as diversas religiões, cujas crenças e práticas podem condicionar a própria prestação de cuidados de saúde, assumindo este manual um papel facilitador no contacto com os doentes.

«Temos dado passos muito importantes no sentido da igualdade de acesso e temos vindo a desenvolver ações que visam precisamente convidar as diversas confissões religiosas a integrarem a base de colaboração com o SAER», refere Rogério Egídio.

Ainda a este nível, e a curto prazo, a assistência espiritual e religiosa no Hospital de Faro verá satisfeita uma das suas principais necessidades com a criação de um espaço próprio, onde os doentes não católicos se possam reunir em privado com os seus assistentes espirituais e religiosos. 

 

Assistência centrada no doente, na família e nos profissionais

A ativação do Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa é voluntária, dependendo da manifestação da vontade por parte do doente em receber os cuidados espirituais e/ou religiosos adequados, em função da sua fé ou convicções. Contudo, a intervenção e a prestação de cuidados espirituais e religiosos não se limita ao doente, envolvendo muitas vezes, e sempre voluntariamente, os familiares.

«A nossa presença junto da família é muito relevante, nomeadamente nos casos terminais, pois tentamos fazê-la compreender e aceitar a finitude daquela pessoa que lhe é querida», exemplifica o coordenador do SAER. «Este contacto de proximidade estende-se mesmo após a morte do doente, no luto, procurando dar conforto espiritual perante a perda».

Para muitos profissionais de saúde, esta intervenção é facilitadora pois, quando todos os cuidados de saúde possíveis já foram prestados e em que a ciência já nada pode fazer, «sabem que o doente e a família continua a ser acompanhada e a receber assistência mas agora no plano humano, espiritual e religioso».

Fonte: Hospital de Faro,EPE

saer_1.jpgA presença, formal e legalmente enquadrada, de serviços hospitalares destinados a prestar assistência espiritual e religiosa aos doentes internados nas unidades de saúde reflete e, simultaneamente, contribui para o esforço de humanização e qualidade dos cuidados prestados, cuja amplitude ultrapassa o domínio exclusivo da ciência e da medicina.

«O doente deve ser visto do ponto de vista holístico, como um todo, incluindo a sua vertente espiritual e religiosa». Quem o afirma é Rogério Egídio, Diácono e Coordenador do Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa (SAER) do Hospital de Faro.

A par do enquadramento jurídico-legal que tem sucessivamente legitimado e regulamentado as condições para a prestação da assistência espiritual e religiosa nas unidades de saúde, a prática mostra que é na doença que, muitas vezes, a vivência espiritual e religiosa se intensifica, reforçando a importância das entidades de saúde estarem preparadas para responder às eventuais necessidades espirituais e religiosas dos seus utentes e familiares.

«O Homem de hoje anda muito ocupado e afastado das coisas de Deus. Mas ao chegar ao Hospital, quando se depara com a sua fragilidade humana, é no sofrimento que ele encontra a necessidade do divino, da transcendência, e aí entra a assistência espiritual e, para aqueles que têm uma relação com a igreja, o aspeto religioso», reforça o coordenador.

Mas ao mesmo tempo que se reconhece a importância da assistência neste campo, a evolução histórica, cultural e social colocou um novo desafio à implementação, em meio hospitalar, de um serviço de apoio espiritual e religioso que assegure a liberdade religiosa e a igualdade de acesso por parte de doentes das mais diversas confissões religiosas aos cuidados espirituais e religiosos adequados.

 «O Decreto-lei 253 de 2009 veio regulamentar não só o papel da igreja católica nos hospitais, mas também o acesso de outras igrejas e de outras confissões religiosas aos seus fiéis hospitalizados», esclarece o coordenador do SAER. «A igreja católica nunca se opôs à presença de outras confissões religiosas no Hospital, mas na verdade havia a necessidade de legislação oficial que regulamentasse o acesso de outros assistentes espirituais e religiosos às instituições hospitalares. Cada unidade tinha o seu modo de interpretar a lei e de aplicá-la. Este decreto-lei veio precisamente clarificar o direito da assistência espiritual e religiosa a pessoas de outras confissões não católicas», prossegue.

O esforço para se consolidar a efetiva igualdade e liberdade religiosa tem passado pelo reforço dos canais de comunicação e colaboração entre o SAER e as diversas comunidades religiosas, de modo a que estas possam prestar os cuidados espirituais e religiosos aos seus doentes, fomentando o respeito pelas suas tradições.

 A apresentação pública do «Manual da Assistência Espiritual e Religiosa Hospitalar», promovida pelo SAER em fevereiro de 2012, procurou precisamente sensibilizar os profissionais de saúde para as diferenças entre as diversas religiões, cujas crenças e práticas podem condicionar a própria prestação de cuidados de saúde, assumindo este manual um papel facilitador no contacto com os doentes.

«Temos dado passos muito importantes no sentido da igualdade de acesso e temos vindo a desenvolver ações que visam precisamente convidar as diversas confissões religiosas a integrarem a base de colaboração com o SAER», refere Rogério Egídio.

Ainda a este nível, e a curto prazo, a assistência espiritual e religiosa no Hospital de Faro verá satisfeita uma das suas principais necessidades com a criação de um espaço próprio, onde os doentes não católicos se possam reunir em privado com os seus assistentes espirituais e religiosos. 

 

Assistência centrada no doente, na família e nos profissionais

A ativação do Serviço de Assistência Espiritual e Religiosa é voluntária, dependendo da manifestação da vontade por parte do doente em receber os cuidados espirituais e/ou religiosos adequados, em função da sua fé ou convicções. Contudo, a intervenção e a prestação de cuidados espirituais e religiosos não se limita ao doente, envolvendo muitas vezes, e sempre voluntariamente, os familiares.

«A nossa presença junto da família é muito relevante, nomeadamente nos casos terminais, pois tentamos fazê-la compreender e aceitar a finitude daquela pessoa que lhe é querida», exemplifica o coordenador do SAER. «Este contacto de proximidade estende-se mesmo após a morte do doente, no luto, procurando dar conforto espiritual perante a perda».

Para muitos profissionais de saúde, esta intervenção é facilitadora pois, quando todos os cuidados de saúde possíveis já foram prestados e em que a ciência já nada pode fazer, «sabem que o doente e a família continua a ser acompanhada e a receber assistência mas agora no plano humano, espiritual e religioso».

Fonte: Hospital de Faro,EPE

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