rastreio retinopatia diabética
Banner_SemanaTeste_2022
banners_antibioticos2022
i035812
folheto_rastreio_retinopatia_BANNER2
banners_site2017_mamografia3
banner_obrigado_covid19
previous arrow
next arrow

Algarve com prevalência de obesidade infantil mais baixa a nível nacional, segundo estudo da Organização Mundial da Saúde apresentado na Internacional Conference on Childhood Obesity em Oeiras de 6 a 9 de Julho

imagemA prevalência de obesidade infantil no Algarve desceu mais de 14 pontos percentuais de 2006 a 2008, segundo estudos desenvolvidos no âmbito do Sistema Europeu de Vigilância Nutricional Infantil da Organização Mundial da Saúde (European Childhood Obesity Surveillance Initiative), COSI Portugal, resultado da implementação de políticas de saúde de estilos de vida saudável como alimentação equilibrada e exercício físico regular, que colocam a região com a taxa mais baixa em termos de excesso de peso, pré-obesidade e obesidade face às restantes regiões do país. Estes dados comparativos sobre a obesidade infantil em Portugal foram apresentados no decorrer da Internacional Conference on Childhood Obesity em Oeiras de 6 a 9 de Julho. De destacar a apresentação do Programa de Combate à Obesidade Infantil no Algarve no dia 8 de Julho no painel dedicado à Promoção da Saúde nas Escolas e na Comunidade, estando a ARS Algarve IP presente simultaneamente na exposição de Poster’s com um trabalho sobre os materiais de suporte para as intervenções breves em alimentação e actividade física.

 

imagemA prevalência de obesidade infantil no Algarve desceu mais de 14 pontos percentuais de 2006 a 2008, segundo estudos desenvolvidos no âmbito do Sistema Europeu de Vigilância Nutricional Infantil da Organização Mundial da Saúde (European Childhood Obesity Surveillance Initiative), COSI Portugal, resultado da implementação de políticas de saúde de estilos de vida saudável como alimentação equilibrada e exercício físico regular, que colocam a região com a taxa mais baixa em termos de excesso de peso, pré-obesidade e obesidade face às restantes regiões do país. Estes dados comparativos sobre a obesidade infantil em Portugal foram apresentados no decorrer da Internacional Conference on Childhood Obesity em Oeiras de 6 a 9 de Julho. De destacar a apresentação do Programa de Combate à Obesidade Infantil no Algarve no dia 8 de Julho no painel dedicado à Promoção da Saúde nas Escolas e na Comunidade, estando a ARS Algarve IP presente simultaneamente na exposição de Poster’s com um trabalho sobre os materiais de suporte para as intervenções breves em alimentação e actividade física.

 

Criado em 2008 pela Organização Mundial da Saúde, no seguimento da aprovação da Carta Europeia de Luta Contra a Obesidade, o Sistema Europeu de Vigilância Nutricional Infantil, também denominado COSI, tem como objectivo principal criar uma rede de informação sistemática e periódica sobre as características do estado nutricional infantil de crianças dos 6 aos 8 anos, comparável entre os países e regiões da Europa, sendo que no primeiro ano de avaliação, em 2008, participaram 13 países dos 22 inscritos.

 

Em Portugal este projecto foi operacionalizado com as Administrações Regionais de Saúde e com as Direcções Regionais de Saúde dos Açores e da Madeira. De acordo com a listagem oficial das escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico (2007/2008) do Ministério da Educação, foi seleccionada uma amostra representativa nacional, cuja metodologia se baseou no modelo da epidemiologia descritiva do tipo transversal, tendo sido avaliadas 3765 crianças dos 6 aos 8 anos de idade, do 1.º e 2.º anos de escolaridade, de 181 escolas públicas e privadas.

 imagem

No Algarve, foram seleccionadas 6 escolas e foram avaliadas 103 crianças, 51 (49,5%) do género masculino e 52 (50,5%) do género feminino, de uma área considerada predominantemente urbana (APU). A avaliação antropométrica foi realizada mediante o consentimento informado dos encarregados de educação (81,2% de consentimentos obtidos no Algarve), com medição do peso e da estatura. A partir dos dados de peso e estatura foi calculado o Índice de Massa Corporal (IMC). Para a classificação do estado nutricional foram utilizados três critérios de diagnóstico: o Critério da Internacional Obesity Task Force (IOFT), o Critério do Center for Disease Control and Prevention (CDC) e o Critério da OMS.

 

Na Tabela 1 apresentam-se os valores de prevalência de baixo peso, excesso de peso (pré-obesidade e obesidade) a nível nacional (n=3765), de acordo com cada um dos critérios acima descritos.

 

Tabela 1 – Estado Nutricional a nível nacional, de acordo com diferentes critérios de classificação (IOFT, CDC, OMS)

 

Baixo Peso

Excesso de Peso

 

Pré-Obesidade

Obesidade

Total

IOFT

4.8

19.2

8.9

28.1

CDC

2.1

17.6

14.6

32.2

OMS

1.0

22.6

15.3

37.9

 

Na Tabela 2 apresentam-se os valores de prevalência de baixo peso, excesso de peso (pré-obesidade e obesidade) no Algarve (n=103), de acordo com cada um dos critérios acima descritos.

Tabela 2 – Estado Nutricional no Algarve, de acordo com diferentes critérios de classificação (IOFT, CDC, OMS)

 

Baixo Peso

Excesso de Peso

 

Pré-Obesidade

Obesidade

Total

IOFT

14.6

10.7

4.9

15.6

CDC

5.8

10.7

8.7

19.4

OMS

11.7

9.7

21.4

 

Considerando que o valor de prevalência de obesidade e pré-obesidade infantil, indicado no estudo realizado no Algarve em 2006 (30,2%, entre os 7 e os 9 anos), teve como referência o Critério da Internacional Obesity Task Force (IOFT), podemos constatar que os resultados obtidos na região do Algarve apresentam uma descida superior a 14 pontos percentuais.

 

A nível nacional, no relatório COSI Portugal 2008, os autores dão especial relevância aos resultados do estado nutricional, segundo o Critério da OMS, por tipologia de áreas urbanas, conforme se visualiza na Figura 1, e na qual se verifica que a região do Algarve apresenta a mais baixa prevalência de excesso de peso, pré-obesidade e obesidade do país.

Figura 1 – Estado Nutricional (critério da OMS) por tipologia de áreas urbanas.

imagem

De qualquer forma, e independentemente do critério de diagnóstico aplicado, a região do Algarve apresenta sistematicamente a prevalência mais baixa de excesso de peso, pré-obesidade e obesidade face às restantes regiões do país.

 

Num momento em que a obesidade é mencionada como uma das consequências das iniquidades em saúde, e simultaneamente responsável pelo aumento da morbilidade, estes resultados constituem uma importante mais-valia, com repercussões na saúde da população adulta.

 imagem

Porém, o mesmo relatório, através dos Questionários da Família, disponibiliza dados importantes acerca das características do estilo de vida das crianças estudadas, nomeadamente no que diz respeito aos hábitos alimentares e de actividade física. Em relação à região do Algarve, destacam-se os seguintes aspectos:

  • 4,5% das crianças não tomam o pequeno almoço todos os dias;
  • 62,6% das crianças nunca come fruta fresca;
  • 40,0% das crianças nunca consome hortícolas;
  • O peixe é consumido com maior frequência do que a carne;
  • 57,6% das crianças não comem sopa de legumes todos os dias;
  • 92,1% das crianças consome 4 ou mais vezes por semana batata frita de pacote, snacks, pipocas, ou aperitivos salgados;
  • 93,3% das crianças consome 4 ou mais vezes por semana pizza, batata frita em casa, hambúrgueres e salsichas;
  • 50,5% das crianças estão inscritas numa actividade desportiva extra-escolar;
  • 80,5% das crianças tem mais de 9 horas de sono por dia;
  • 51,1% das crianças despende menos de 1 hora por dia em computador ou jogos electrónicos, durante a semana, apesar de 87,9% das mesmas ter computador em casa;
  • 44,0% das crianças despende menos de 1 hora por dia em computador ou jogos electrónicos, durante o fim-de-semana;
  • 37,0% das crianças despende cerca de 1 hora por dia a ver televisão, durante a semana;

imagem

Considerando que os resultados alcançados traduzem o trabalho de uma abordagem holística do problema da obesidade infantil no Algarve, com a implementação de políticas de saúde transversais, ao nível das instituições regionais e locais, baseadas numa metodologia de intervenção comunitária, intersectorial e pluridisciplinar, centralizada na família enquanto célula do tecido social, a Administração Regional de Saúde do Algarve IP sublinha, todavia, a importância de continuar a promover os estilos de vida saudável e para manter ou reduzir a prevalência de obesidade infantil na região.

 

Mais informações:

 

Internacional Conference on Childhood Obesity em Oeiras de 6 a 9 de Julho

 

Ver Vídeo – Programa de Combate à Obesidade Infantil no Algarve (Programme to Counteract Childhood Obesity in the Algarve Region)

 

Poster – pdf_64x64.pngMaterials of Support to Brief Interventions in Food and Physical Activity

imagem
Voltar
RSE - Area Cidadão