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ARS Algarve IP assinala aniversário da descoberta dos Raios X com implementação do Projeto-piloto do Boletim Individual de Dose

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A ARS Algarve IP assinala os 117 anos da descoberta dos «raios x» (8 Novembro 1895) através da implementação de um projeto-piloto em que irá facultar aos utentes um boletim individual de dose. Este boletim tem como propósito registar e aferir as doses de radiação a que os utentes são submetidos sempre que realizam exames com recurso a radiação ionizante. Permite ainda a adoção de decisões informadas com base nos critérios médicos que presidem à prescrição criteriosa dos meios de diagnóstico radiológico.

Aplicando deste modo o disposto no diploma legal 180/2002, o qual preconiza que os titulares de instalações radiológicas devem assegurar o estabelecimento de «recomendações no que respeita a critérios de referência para as exposições médicas, incluindo doses de radiação e assegurar-se que as mesmas estão disponíveis para o médico que prescreve o exame» assim como a «conformidade das exposições com os níveis de referência para exames de radiodiagnóstico, se for o caso, tendo em consideração os níveis de referência de diagnósticos europeus, quando existentes».

O projeto terá o seu início com a distribuição dos Boletins aos utentes do Serviço de Radiologia do Centro de Saúde de Faro, no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Central, estendendo-se progressivamente a sua adoção posterior aos restantes Serviços de Radiologia adstritos à ARS Algarve IP.

De acordo com a legislação vigente, o Boletim Individual de Dose tem como propósito registar e aferir as doses de radiação reunidas pelos utentes no decorrer da colheita de imagens do âmbito médico, abrangendo aquelas utilizadas nos estudos radiológicos simples, nas mamografias e nas tomografias computorizadas («vulgo TAC’s»), assim como nas densitometrias ósseas e na radioscopia (hemodinâmica, angiografia, cirurgia vascular, neurocirurgia, gastrenterologia, digestivos, e outras modalidades afins), ou nas radiografias dentárias intra e extra-orais (exemplo da ortopantomografia, cefalografia e tomografia computorizada de feixe cónico).

Para que o processo seja plena e corretamente implementado, o utente deverá fazer-se acompanhar em permanência do seu Boletim sempre que recorrer aos serviços de saúde, informando os profissionais de saúde intervenientes para que estes o consultem, e eventualmente o completem com os dados relevantes.

O Boletim irá abarcar a totalidade da informação pertinente relativa aos últimos tipos de exames radiológicos a que o utente se submeteu, permitindo aos profissionais a adoção de decisões informadas com base nos critérios médicos e de saúde que presidem à prescrição criteriosa dos meios de diagnóstico radiológico. As imagens recolhidas nos centros de saúde e nos hospitais públicos do Algarve estão disponíveis no PACS (sistema informático de comunicação e arquivamento de imagens) de cada instituição, em rede entre si, e em suporte digital, o que deverá possibilitar a não duplicação de exames de radiologia convencional e o aproveitamento efetivo da capacidade instalada.

Caso os utentes o consintam, o Boletim poderá também desempenhar um papel determinante nos estudos da dose acumulada pelos indivíduos de uma população ao longo da sua vida. Neste âmbito, sob a alçada do Instituto Tecnológico e Nuclear, e em colaboração com a ARS Algarve IP e outras instituições nacionais, foi já publicado um estudo pioneiro (Dose Datamed2) o qual, entre outros resultados valiosos, permitiu categorizar Portugal como um país onde a exposição da população às radiações no contexto dos cuidados de saúde se situa num patamar médio entre os estados integrantes da União Europeia e da OCDE.

O relatório deste estudo está livremente acessível no seguinte endereço eletrónico: Relatório sobre os resultados do projeto Dose Datamed 2 Portugal

 

117 anos da descoberta do Raio X

«Nunca durante a história das descobertas científicas existiu um tão generalizado, rápido e dramático efeito sobre os centros de saber da Europa como o que se seguiu (…) ao anúncio por parte do Professor Wilhelm Röntgen (…) da descoberta de um novo tipo de luz capaz de atravessar todas as coisas…». Foi desta maneira que a edição de Abril de 1896 da revista McClure deu conta da descoberta, no dia oito de novembro do ano anterior, de uma nova forma de radiação à qual se deu o enigmático nome de “raios X” por se desconhecer à época a sua exata natureza. Röntgen, um físico alemão, viria a receber o prémio Nobel da Física de 1901 e a Medicina nunca mais foi definitivamente a mesma a partir dessa momentosa data: em finais do século XIX tornou-se possível perscrutar o corpo humano, e muitas das doenças que o acometem, de uma forma revolucionária, sumamente útil, e até aí impensável.

Atualmente, os raios X já não fazem as manchetes dos meios de comunicação nos moldes entusiásticos de 1896. Porém, a sua utilização frutuosa e diversificada na Medicina continua a ser tão fundamental (e fascinante) como o foi no passado. Com este projeto, a ARS Algarve almeja a sua aplicação informada e responsável, com os olhos postos na população servida e no seu futuro.

Autoria: Dra. Paula Simãozinho  – Coordenadora dos Serviços Radiologia da ARS Algarve, IP

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