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Candidatos ao curso de Medicina da Universidade do Algarve avaliados em processo inovador de mini-entrevistas individuais

prof_ponte_entrevista_maio_2011.jpgCapacidade de cooperação, saber comunicar, empatia, sensibilidade e sentido ético para enfrentar situações inesperadas que poderão surgir no dia a dia de um médico, foram alguns dos aspectos da personalidade avaliados no decorrer das mini-entrevistas realizadas aos setenta candidatos admitidos à 2ª fase de selecção para o ingresso no Mestrado integrado de Medicina da Universidade do Algarve, que decorreram entre os dias 6 e 8 de Maio de 2011 nas instalações do Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina da Universidade do Algarve.

 

 

prof_ponte_entrevista_maio_2011.jpgCapacidade de cooperação, saber comunicar, empatia, sensibilidade e sentido ético para enfrentar situações inesperadas que poderão surgir no dia a dia de um médico, foram alguns dos aspectos da personalidade avaliados no decorrer das mini-entrevistas realizadas aos setenta candidatos admitidos à 2ª fase de selecção para o ingresso no Mestrado integrado de Medicina da Universidade do Algarve, que decorreram entre os dias 6 e 8 de Maio de 2011 nas instalações do Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina da Universidade do Algarve.

 

 

 

Concluída a 1ª fase no passado mês de Março, em que cerca de quinhentos candidatos, com as mais diversas licenciaturas desde Ciências Farmacêuticas, Medicina Dentária, Bioquímica, Psicologia e/ou Biologia, prestaram provas escritas de aptidões cognitivas e de conhecimentos da língua inglesa, chegaram a esta fase setenta, dos quais serão agora seleccionados trinta e dois que irão «concretizar o sonho» de ingressar no próximo ano lectivo no curso de Medicina.

 

entrevistas_medicina_maio_2011_2.jpgA 2ª fase de selecção destes candidatos foi realizada, no passado fim de semana, através de um «processo inovador», baseado em testes intelectuais, de personalidade, desenvolvido na Universidade de McMaster no Canadá, e que consiste na realização de um conjunto de 10 mini-entrevistas individuais, ou estações, de 8 minutos cada, em que o candidato se depara em cada momento com uma situação ou questão diferente, com o objectivo de avaliar em cada uma delas um ponto específico da sua personalidade. A ordem das entrevistas é aleatória e os candidatos apenas têm conhecimento do tema ou da situação, cerca de 2 minutos antes de entrarem na sala correspondente a cada estação, tendo esse tempo para reflectir e organizar as ideias até iniciarem a entrevista, que poderá passar por «ajudar um jovem a escolher o curso que deverá seguir», «informar uma paciente que é infértil», «ajudar uma amiga que acaba de receber os resultados de um exame a informar que tem uma doença terminal», ou «a simulação de uma consulta onde o candidato terá de ajudar um paciente analfabeto funcional a perceber como tomar os medicamentos», entre outros testes de cariz psicológico.

 

prof_ponte_maio_2011.jpgEm cada uma das estações há um entrevistador/observador diferente, que no final da entrevista atribui uma nota de acordo com uma grelha específica para aquela estação. No final das mini-entrevistas cada candidato obtém uma classificação correspondente à soma das notas obtidas nas dez estações.

 

«Das dez estações, quatro têm actores, em que aí o entrevistador não fala directamente com o candidato, mas observa a interacção entre o candidato e o actor e preenche uma grelha de avaliação. Essa grelha de avaliação refere-se a aspectos da personalidade do candidato que podem sobrepor-se com outras estações. Por exemplo, nós valorizamos muito a empatia e a capacidade de comunicação, qualidades que são testadas nas diversas estações», explica o Professor Doutor José Ponte, presidente da Comissão Cientifica do Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina, destacando as vantagens deste método comparativamente com às entrevistas tradicionais. «Nestas entrevistas há evidencia publicada de que as escolhas feitas, uma vez definidos os critérios, utilizando esta metodologia, as pessoas escolhidas correspondem àquilo que se esperava, existe uma correlação entre as respostas das pessoas nestas entrevistas e depois o desempenho profissional no fim do curso ou no fim da especialidade», defende.

 

pedro_marvao_maio_2011.jpgNo mesmo sentido, salientando a importância do papel desempenhado pelos entrevistadores que se encontram em cada uma das estações, «não sabendo o que se está a passar com as outras mini-entrevistas, estão a fazer uma avaliação independente de cada candidato», frisa o coordenador pedagógico do curso, o Doutor Pedro Marvão explicando que para isso «temos três grandes grupos de entrevistadores, médicos, pessoas de ciências e de outros campos profissionais, pessoas de diversas escolas médicas do país que tenham já tido alguma experiencia de selecção, docentes, psicólogos, jornalistas ou até mesmo doentes crónicos, que convidamos para que nos possam dar uma visão diferente, não só que vejam o candidato como futuro colega, mas também como utentes», visto que «estamos interessados em recolher informações sobre as características de personalidade dos candidatos, de maneira a podermos seleccionar aqueles que consideramos que poderão ser os mais indicados para a profissão médica».

 

entrevistas_medicina_maio_2011.jpgAlém de analisar as aptidões para exercer a profissão, outra das vertentes avaliadas durante as mini-entrevistas, é «saber se os candidatos estão informados sobre o curso, se estão preparados para o «choque de mudança», porque este curso é muito diferente do primeiro curso que fizeram. A forma de aprendizagem aqui é muito diferente e as pessoas têm de estar preparadas para dar esse salto», lembra o Prof. Doutor José Ponte, reconhecendo que passados três anos desde a implementação do curso de Medicina na Universidade do Algarve, «baseado no sistema PBL (problem based learning), em que a aprendizagem assenta no estudo de problemas clínicos individuais ao longo dos quatro anos do curso». O resultado do nosso esforço «tem excedido as nossas expectativas originais, especialmente no que respeita à contribuição dos profissionais de medicina geral e familiar dos Centros de Saúde da região do Algarve, no treino clínico dos nossos estudantes e, por outro lado, também pela forma de aprendizagem, a maneira como eles adquirem a informação através do estudo de casos clínicos», destaca.

 

Durante as próximas semanas, e após avaliação final de todas as entrevistas, realizadas durante estes três dias, em conjunto com as restantes provas já efectuadas, a comissão de avaliação irá atribuir a nota final a cada um dos setenta candidatos, sendo que os trinta e dois com melhor classificação ingressarão no curso no próximo ano lectivo, cujos resultados finais serão divulgados em breve no site do Curso de Medicina da Universidade do Algarve (www.medicina.ualg.pt).

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