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«Crise: constrangimentos e oportunidades» em debate nas III Jornadas de Saúde Comunitária em Beja com presença do Presidente da ARS Algarve IP

jornadas_sc_beja_1.jpgO Presidente da ARS Algarve IP, Dr. Martins dos Santos, participou nas III Jornadas de Saúde Comunitária, organizadas pelos alunos do III curso de pós licenciatura de especialização em Enfermagem Comunitária do Instituto Politécnico de Beja, no painel «Crise e Saúde – constrangimentos e oportunidades», onde destacou o trabalho desenvolvido pelo instituição, salientando algumas das medidas e estratégias adotadas no âmbito da reorganização e reestruturação dos serviços a nível regional, ao longo do último ano, que têm permitido superar os atuais constrangimentos financeiros que o país atravessa, e sempre sem colocar em causa a acessibilidade à prestação de cuidados de saúde à população.

 

jornadas_sc_beja_1.jpgO Presidente da ARS Algarve IP, Dr. Martins dos Santos, participou nas III Jornadas de Saúde Comunitária, organizadas pelos alunos do III curso de pós licenciatura de especialização em Enfermagem Comunitária do Instituto Politécnico de Beja, no painel «Crise e Saúde – constrangimentos e oportunidades», onde destacou o trabalho desenvolvido pelo instituição, salientando algumas das medidas e estratégias adotadas no âmbito da reorganização e reestruturação dos serviços a nível regional, ao longo do último ano, que têm permitido superar os atuais constrangimentos financeiros que o país atravessa, e sempre sem colocar em causa a acessibilidade à prestação de cuidados de saúde à população.

 

 

No painel dedicado à reflexão sobre o impacto da crise no sector da saúde e debate sobre os constrangimentos e as oportunidades para ultrapassar as atuais dificuldades, que contou com a participação da Prof. Ana Escoval, da Escola Nacional de Saúde Pública, o Presidente da ARS Algarve, IP começou por reforçar que «numa época de crise em que há uma redução de financiamento para a Saúde, temos de fazer todos os esforços possíveis para que estas restrições não recaiam sob os cuidados prestados ao doente. E, sobretudo, não recaiam na limitação da acessibilidade e qualidade dos serviços de cuidados de saúde», sublinhando «o papel fulcral que o cidadão» deve assumir «na gestão diária» deste sector.

dr_martins_dos_santos_jornadas_saude_comunitaria.jpgNeste âmbito, o responsável pela Região de Saúde do Algarve, destacou que «é possível gerir a saúde neste contexto difícil, de forma a conseguir reduções da despesa em áreas que não afetem directamente a prestação de cuidados de saúde. Fomos a única região de saúde que ainda não encerrou nenhum serviço, extensão ou Centro de Saúde», lembrando, no entanto, que quando o atual Conselho Diretivo entrou em funções encontrou «uma situação muito complicada que se não fosse corrigida poderia mesmo colocar, inclusivamente, em causa a prestação de cuidados de saúde nalgumas áreas».

Dando como exemplo algumas das medidas que têm sido implementadas ao longo do último ano pelo Conselho Diretivo da ARS Algarve IP, o Dr. Martins dos Santos reforçou a necessidade e a importância de uma gestão rigorosa e responsável dos recursos existentes para se conseguir alcançar o equilíbrio e a sustentabilidade financeira.

«Temos de reduzir custos onde é possível. Poupar onde é possível sem nunca por em causa a prestação dos cuidados de saúde, reorganizando e reestruturando serviços», frisou, dando como exemplo a redução de cerca de 5 milhões de euros por trimestre conseguida pela instituição no ano passado comparativamente com o ano de 2011.

Por outro lado, para combater a carência crónica de médicos de várias especialidades, aliada à elevada percentagem, de cerca de 70% de médicos de medicina geral e familiar com mais de 50 anos na Região do Algarve, o dirigente destacou que a ARS Algarve IP abriu «o maior número de vagas de sempre» quer para as estruturas de cuidados saúde primários quer para os cuidados hospitalares. No entanto, em termos práticos «houve pouca aderência a esse manancial de vagas», lamentou. Por outro lado, acrescentou, que também no ano passado, quer os hospitais quer os ACES procederam à contratação de enfermeiros conseguindo colmatar as falhas que ainda existiam nesta área profissional.

jornadas_sc_beja.jpgNo que diz respeito aos recursos humanos, foi necessário também proceder à integração de cerca de 150 profissionais do ex-Instituto da Droga e da Toxicodependência. E, no âmbito deste processo de integração, «conseguimos resolver o problema de 11 profissionais que se encontravam há vários anos numa situação precária e que iriam para o desemprego este ano, mas apesar de todos os constrangimentos e «após algum esforço da nossa parte» foi possível fazer com que essas pessoas passassem a integrar a instituição, destacou.

No decorrer da sua intervenção, o Presidente da ARS Algarve IP elogiou ainda o trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde que integram as várias unidades funcionais dos três ACES, nomeadamente, as Unidades de Cuidados na Comunidade, a equipas de apoio domiciliário de cuidados continuados integrados e a equipa de apoio domiciliário em cuidados paliativos do ACES Sotavento, que têm implementado projectos comunitários de prevenção e promoção da saúde e de apoio social abrangendo todos os concelhos algarvios e que numa época de crise são fundamentais para assegurar o bem estar da população.

jornadas_sc_beja_2.jpgPor outro lado, o Presidente da ARS Algarve IP destacou ainda que, ao nível dos cuidados hospitalares, o processo de reestruturação e reorganização em curso também já deu alguns resultados, tais como «o aumento da oferta do número de camas hospitalares» e a «abertura da nova área de decisão clinica do Hospital de Faro», que contribuiu para «retirar as macas acumuladas nos corredores do Serviço de Urgência Geral» e, sobretudo, «para uma maior humanização da prestação dos cuidados de saúde à população».

A terminar e ainda no âmbito do processo de reorganização e reestruturação nos cuidados hospitalares, o Presidente da ARS Algarve IP destacou a importância que a criação do futuro Centro Hospitalar do Algarve poderá assumir como uma oportunidade para, por um lado, «tornar o Algarve mais auto-suficiente em termos de serviços de Saúde», «acabar com as deslocações de utentes para fora da Região» e por outro, permitir uma «maior eficiência», através da «centralização de compras» que permitirão ganhos em economia de escala.

De referir que a 3ª edição das Jornadas de Saúde Comunitária, sob o tema «Saúde Comunitária: Agora Mais do que Nunca», juntou dezenas de profissionais de saúde entre os dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro, no auditório do IPBeja, onde foram apresentados vários projectos de intervenção comunitária levados a cabo pelos alunos do curso de pós licenciatura de especialização em Enfermagem Comunitária, entre os quais se destacam alguns enfermeiros da Região de Saúde do Algarve. Ao longo das jornadas foram ainda debatidos os novos desafios que o atual contexto socioeconómico coloca ao sector da Saúde e qual o papel que a Enfermagem Comunitária poderá assumir na implementação de estratégias e politicas de saúde no futuro.

Mais informações: III Jornadas de Saúde Comunitária 

 

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