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Dia Mundial da Alimentação « A Segurança Alimentar Mundial: os Desafios das Mudanças Climáticas e a Bioenergia»

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A FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, celebra o Dia Mundial da Alimentação, anualmente, no dia 16 de Outubro, dia em que foi fundada em 1945, e conta com a participação de mais de 180 países na luta contra a fome, sendo o seu lema deste ano “A Segurança Alimentar Mundial: os Desafios das Mudanças Climáticas e a Bioenergia“.

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A FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, celebra o Dia Mundial da Alimentação, anualmente, no dia 16 de Outubro, dia em que foi fundada em 1945, e conta com a participação de mais de 180 países na luta contra a fome, sendo o seu lema deste ano “A Segurança Alimentar Mundial: os Desafios das Mudanças Climáticas e a Bioenergia“.

 As mudanças climáticas afectam toda a população mundial, e podem ter consequências muito graves para as centenas de milhões de pequenos agricultores e pescadores. As alterações na biodisponibilidade, na biodiversidade, na água e na procura crescente dos biocombustíveis repercutem-se nas populações mais pobres. Actualmente, o paradoxo existente a nível mundial, entre os 923 milhões de pessoas subnutridas no mundo e os 1600 milhões de indivíduos com excesso de peso, dos quais cerca de 400 milhões são obesos, leva a Administração Regional de Saúde do Algarve, IP a associar-se a esta comemoração propondo uma reflexão acerca da forma mais adequada de gerir os recursos alimentares e energéticos existentes.

As orientações para uma alimentação saudável, conforme sugere a roda dos alimentos, convidam ao consumo abundante de cereais (trigo, arroz, milho, aveia, cevada e centeio) e seus derivados (pão e massas alimentícias), de produtos hortícolas (legumes e hortaliças) e de frutas; aconselham o consumo adequado de produtos lácteos (leite, iogurte, queijo ou requeijão) e leguminosas (ervilhas, favas, feijão, grão e lentilhas); guiam para um consumo muito moderado de carne, peixe, ovos e gorduras. O facto do consumo de carne e peixe dever ser baixo e o consumo de cereais, hortícolas e frutas dever ser elevado, concorre para a poupança de energia e rentabilização de recursos.

Contudo, há uma série de cuidados alimentares complementares que se devem ter em consideração como forma de reduzir a produção de resíduos sólidos e de utilização racional de energia, tais como:

  • Preferir alimentos produzidos no próprio país (sempre que se consomem produtos alimentares transportados, existe um custo energético adicional, tanto maior quanto maior a distância percorrida);
  • Preferir alimentos vendidos a peso, sem pré-embalagem (as embalagens dos alimentos tornam-nos muito mais caros do ponto de vista energético e ambiental);
  • Preferir alimentos frescos ou congelados versus os seus equivalentes enlatados e enfrascados (as latas e os vidros demoram cerca de 450 e 1000 anos a degradarem-se, respectivamente);
  • Preferir alimentos frescos da época (a produção sazonal é muito mais eficiente em termos energéticos);
  • Preferir alimentos pré-embalados com embalagem única em vez das muito comuns embalagens de cartão e plástico (o cartão e o plástico demoram cerca de 50 e 100 anos a degradarem-se, respectivamente);
  • Preferir alimentos confeccionados sem fritura (os óleos de fritura constituem um importante resíduo de difícil degradação);
  • Preferir guardanapos de tecido em vez dos actuais guardanapos de papel (quando tal não for possível preferir guardanapos brancos a coloridos, já que os tingidos são muito mais poluentes);
  • Preferir transportar pão em sacos de tecido versus os actuais sacos de papel e plástico (o papel e o plástico demoram cerca de 1 e 100 anos a degradarem-se, respectivamente);
  • Preferir sacos de tecido em vez de sacos de plástico para transportar os alimentos comprados.

Finalmente, resta-nos salientar que para além da alimentação, a saúde deve ser sustentada por uma prática regular de actividade física, a qual, através de deslocações a pé, contribui certamente para evitar o aquecimento global do planeta e tornar mais equilibrado o balanço energético de cada pessoa. A saúde é seguramente potenciada com a contribuição de uma alimentação cuidada, de uma actividade física regular e de um ambiente mais livre de poluentes!

 

Teresa Sofia Sancho

Nutricionista

Administração Regional de Saúde do Algarve, IP

Mais informações: Dia Mundial da Alimentação

 

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