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Dirigentes de Saúde do Algarve reforçam importância de garantir serviços estruturados para a população em debate sobre número de médicos na Região

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A mensagem transmitida pelo Presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve IP, Dr. Martins dos Santos, durante o debate sobre a «Falta de Médicos no Algarve, um problema estrutural?», que teve lugar no dia 28 de setembro no Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio EPE, foi muito clara: a ARS Algarve, nos últimos meses, abriu o maior número de vagas de sempre para conseguir resolver o problema da falta de médicos especialistas nos cuidados de saúde primários e hospitalares do Serviço Nacional de Saúde da Região do Algarve. O problema continua a ser a distribuição desigual destes profissionais de saúde a nível nacional. O encontro, organizado pelo jornal regional O Algarve para o público em geral, contou também com a presença do Presidente do Conselho de Administração do CHBA, Dr. José Ramos, e do Diretor Clínico do Hospital de Faro, Dr. Jorge Salvador.

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A mensagem transmitida pelo Presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve IP, Dr. Martins dos Santos, durante o debate sobre a «Falta de Médicos no Algarve, um problema estrutural?», que teve lugar no dia 28 de setembro no Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio EPE, foi muito clara: a ARS Algarve, nos últimos meses, abriu o maior número de vagas de sempre para conseguir resolver o problema da falta de médicos especialistas nos cuidados de saúde primários e hospitalares do Serviço Nacional de Saúde da Região do Algarve. O problema continua a ser a distribuição desigual destes profissionais de saúde a nível nacional. O encontro, organizado pelo jornal regional O Algarve para o público em geral, contou também com a presença do Presidente do Conselho de Administração do CHBA, Dr. José Ramos, e do Diretor Clínico do Hospital de Faro, Dr. Jorge Salvador.

 

A Região do Algarve, que atualmente conta com 888 médicos (607 médicos especialistas e 281 internos), abriu 235 vagas para os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), Hospital de Faro e o CHBA, tendo recebido 119 candidaturas. As especialidades identificadas como as mais carenciadas abrangem as áreas da Anestesiologia, Cirurgia Geral, Dermatologia, Ginecologia Obstetrícia, Medicina Interna, Medicina Geral e Familiar, Oftalmologia, Ortopedia, Pediatria Médica, Psiquiatria e Radiologia. No que diz respeito aos Recursos Humanos, a Região de Saúde do Algarve é carenciada em médicos, com a agravante de uma percentagem elevada dos mesmos se encontrarem na faixa etária entre os 50 e os 59 anos.

 

O Dr. Martins dos Santos, na sua intervenção de abertura do debate, sublinhou o esforço feito por parte da ARS Algarve IP no sentido de «tentar colmatar o défice crónico» que existe em termos de recursos humanos na saúde e na Região, com a abertura dos referidos concursos.

 

Ao elogiar o «excelente esforço» dos hospitais públicos «para encontrar respostas» às dificuldades motivadas por um número reduzido de médicos especialistas a nível regional, o Dr. Martins dos Santos reforçou a necessidade de conseguir resolver o problema procurando vincular os médicos a nível regional e obter «serviços estruturados para responderem às necessidades da população».

 

«A intenção da ARS Algarve IP é fixar os médicos na Região», realçou, «sendo essa opção a mais desejável, estruturante para a Região e afetando a consequente redução de horas extraordinárias».

 

Por seu lado, o Dr. José Ramos elogiou a iniciativa do debate, explicando que os concursos abriram «possibilidades de trazer jovens médicos dos centros urbanos para o Algarve», lamentando que, apesar de tudo, «muitas vagas ficaram para preencher», sendo a «carência de médicos muito grave».

 

«Não podemos continuar a colocar dinheiro em cima do problema porque não o temos», disse o Dr. Jorge Salvador, continuando: «Temos de ser extremamente inteligentes e resolver o problema com menos dinheiro, com grande qualidade. Temos de ter uma grande eficiência e eficácia, ser muito rigorosos, mas não através de cortes. Trabalhamos para o doente», explicou, chamando a atenção para a importância da «gestão clínica» para que os recursos cheguem para todos, com «a máxima qualidade e segurança». «Os doentes devem estar no centro do sistema e os profissionais de saúde no centro da mudança», esclareceu.

 

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O Presidente da ARS Algarve IP aproveitou o momento para explicar que a redução de despesa de 10,6 milhões de euros, conseguida pela ARS Algarve IP, entre o primeiro semestre de 2012 e o período homólogo do ano passado, como foi recentemente divulgado, não se deveu a «cortes» como referiu o moderador do debate, mas à «reestruturação dos gastos das principais rúbricas da ARS Algarve IP», de maneira a «não afetar a situação assistencial» dos utentes.

 

«Neste momento, o País tem médicos a mais, em algumas especialidades», disse o Dr. Martins dos Santos durante o momento de debate. «Daqui a uns anos vamos ter médicos desempregados. Estão mal distribuídos. Em 2010, 2/3 dos médicos hospitalares encontravam-se na região de saúde do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo. É também gritante a diferença que existe entre diferentes unidades de saúde».

 

Sendo o Algarve a Região onde se existem «mais doentes operados por cirurgião» e onde existem «menos camas hospitalares por habitante», segundo o Relatório Final do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar, o Presidente da ARS Algarve IP frisou ainda que «falta uma redistribuição» dos recursos a nível nacional para a periferia. No entanto, explicou que os concursos «não têm sido tão desertos quanto isso», revelando que até houve um «excedente de especialistas a concorrer, relativamente ao número de vagas, nalgumas especialidades» entre as candidaturas que foram entregues.

 

Levantada a questão sobre as aposentações entre os médicos na Região, o Dr. Martins dos Santos pronunciou-se a favor de uma alteração legislativa que possa permitir ao médico aposentado voltar a trabalhar no âmbito do SNS e da sua instituição, não a tempo inteiro mas num horário parcial e adaptado, permitindo dessa forma ao profissional exercer a sua especialidade e preencher lacunas ao retomar a sua atividade.

 

Finalizou dizendo: «Pela primeira vez, os grandes hospitais não abriram vagas, o que permite aos médicos concorrerem aos hospitais mais periféricos».

 

Presente no debate esteve ainda o vogal do CA do Hospital de Garcia Orta, Dr. José António Ferrão.

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