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Especialistas na área de oncologia debateram a importância do registo de cancro em Portugal nas XVIII Jornadas ROR-Sul em Olhão

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Cerca de 200 profissionais de saúde da região sul e especialistas na área da oncologia nacionais e internacionais reuniram-se na quinta e sexta-feira, 10 e 11 de Fevereiro, nas XVIII Jornadas do Registo Oncológico Regional do Sul, no Hotel Real Marina, em Olhão, com o objectivo de debater os principais temas ligados às estatísticas oncológicas na Região Sul de Portugal e apresentação dos mais recentes resultados estatísticos sobre a Incidência, Sobrevivência e Mortalidade de todos os tumores entre 2002/2005.

 

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Cerca de 200 profissionais de saúde da região sul e especialistas na área da oncologia nacionais e internacionais reuniram-se na quinta e sexta-feira, 10 e 11 de Fevereiro, nas XVIII Jornadas do Registo Oncológico Regional do Sul, no Hotel Real Marina, em Olhão, com o objectivo de debater os principais temas ligados às estatísticas oncológicas na Região Sul de Portugal e apresentação dos mais recentes resultados estatísticos sobre a Incidência, Sobrevivência e Mortalidade de todos os tumores entre 2002/2005.

 

 

 

 

rorsul1.jpgNo primeiro dia, os trabalhos tiveram inicio com um Simpósio intitulado «Avaliação de Resultados em Saúde – limites e abordagens», proferido pelo Dr. João Oliveira do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPOFG), durante o qual foi abordada a necessidade de concentrar o tratamento oncológico nas necessidades do doente, com enfoque nos métodos de trabalho e na avaliação, seguindo-se um simpósio sobre a área da investigação, proferido pelo Dr. António Moreira do IPO Lisboa, que apresentou o processo científico das terapêuticas, enfatizando a necessidade de investigar os resultados em saúde.

 

jornadas_ror_sul_10_fev_2011.jpgNa Sessão oficial de abertura das Jornadas, ao inicio da tarde, que contou com a presença do Director Clínico do Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil (IPOFG), Dr. Nuno Miranda, da Directora do ROR-Sul, Dra Ana Miranda e do Vereador da Câmara Municipal de Olhão, Dr. António Miguel Pina, o Presidente do Conselho Directivo da ARS Algarve IP, Dr. Rui Lourenço, dando as boas vindas a todos os participantes, sublinhou a importância da realização destas jornadas «num formato descentralizado», depois de vários anos consecutivos a serem realizadas em Lisboa, de modo a permitir uma maior dinamização e envolvimento das regiões, dos médicos e profissionais de saúde locais.

 

Salientando o papel que o ROR-Sul tem vindo a desempenhar nos últimos anos, o Dr. Rui Lourenço, destacou ainda a relevância que estas jornadas assumem nesta fase, «porque culminam um trabalho de alguns anos de registos, onde foi feito um esforço muito importante da melhoria do registo, na melhoria dos instrumentos do registo». «Neste momento existem instrumentos, tais como, o serviço de registo electrónico disponível, para que possamos começar a discutir de forma mais consistente aquilo que está a acontecer de mais importante na região do sul e quais as respostas que podemos dar», concluiu.

 

dra_ana_miranda.jpgNo mesmo âmbito, a Directora do ROR-Sul, Dra Ana Miranda, depois de agradecer o convite da ARS Algarve IP para realizarem as jornadas no Algarve, reiterou, durante a sua intervenção, a importância dos registos de cancro em Portugal para um melhor planeamento e preparação dos serviços de saúde no tratamento e acompanhamento do doente oncológico.

«Para a oncologia, área prioritária na Saúde, é inegável o valor da informação quando adequadamente gerida. Os registos de cancro são fundamentais para que as decisões políticas e as medidas propostas assentem em bases sólidas e inquestionáveis», defendeu a Directora do ROR-Sul, salientando que «só assim é que será possível» que «a actuação de todos se focalize no doente, nas suas reais necessidades, dos seus familiares e amigos, de acordo com as melhores práticas em oncologia».

 

De seguida, a Directora do ROR-Sul apresentou as mais recentes Estatísticas de Cancro na Região Sul (Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e Região Autónoma da Madeira), referentes aos anos 2002 a 2005, sobre Incidência, Sobrevivência e Mortalidade de todos os tumores, destacando que, neste período, se registou uma incidência maior do cancro do cólon em Homens e Mulheres e o aumento da sua relevância relativamente ao do estômago, sendo que os tumores malignos mais frequentes continuam a ser o cancro da próstata, no caso dos Homens, e da mama, nas mulheres.  

 

jornadas_ror_sul_10_fev_2011_2.jpgSob o mote dos «Indicadores para Monitorização do Cancro», o primeiro painel, moderado pelo Presidente da ARS Algarve IP, Dr. Rui Lourenço, contou com a participação dos quatro coordenadores das regiões que fazem parte do ROR-Sul (Lisboa e Vale do Tejo (Dra Ana Dinis), Alentejo (Dra Teresa Sequeira Lopes) , Algarve (Dr Joaquim Bodião) e a Região Autónoma da Madeira (Dra Cláudia Fraga), que apresentaram  trabalhos  sobre qual a metodologia nos cuidados prestados ao doente oncológico nos últimos seis meses de vida, através de uma caracterização sumária mas englobando todas as unidades cuidadoras do doente, prestada em cada uma das regiões de saúde que representam.

O primeiro dia terminou com uma Reunião restrita de Coordenadores das Fontes ROR-Sul.

 

jornadas_ror_sul_11_fev_2011_3.jpgNo segundo dia, a manhã foi dedicada a apresentação de vários estudos realizados na Rede ROR – Sul, sobre a caracterização do diagnóstico, do tratamento e da sobrevivência dos doentes com melanomas, com LMCs, com cancro do estômago e com cancro da mama. Seguindo-se um painel de debate sobre «Data Quality nas Bases de Dados em Saúde.».

 

De destacar o lançamento e apresentação da ferramenta para a Internet – Módulo de Estatísticas On-line – onde estarão disponíveis os dados de incidência, sobrevivência e mortalidade de todos os tumores. «Nós somos financiados com dinheiros públicos, temos a obrigação de por à disposição da comunidade e de toda a sociedade, as estatísticas que traduzem a realidade da oncologia», defendeu a Dra Ana Miranda frisando a importância deste registo online estar disponível para todos.

 

jornadas_ror_sul_11_fev_2011_2.jpgAlém da caracterização dos casos que surgem numa determinada população, dos indicadores da prestação de cuidados, dos resultados, das sobrevivências para cada um dos tumores, à medida que a implementação da plataforma for avançando «o objectivo é ir disponibilizando mais alguns indicadores», explicou a Directora do ROR -Sul aproveitando para destacar dois indicadores que irão ser disponibilizados de imediato já a nível institucional: «A caracterização da procura das instituições, ou seja, que tipo de tumores é que vão àquelas instituições, qual o número que elas diagnosticam e tratam, em que idades é que eles surgem», por um lado e um «outro aspecto importante, é que o IPO vai disponibilizar a partir da próxima semana online um indicador de resultados que tem a haver com a sobrevivência dos doentes, para já de duas patologias, que foram diagnosticadas e tratadas no IPO, através da sobrevivência por estadio», avançou a Dra Ana Miranda sublinhando que «isto é muito importante, pois é um indicador de desempenho da instituição».

 

jornadas_ror_sul_11_fev_2011.jpgA importância do registo de cancro para um melhor planeamento e financiamento, a necessidade de associar o financiamento a modos adequados a práticas uniformes a nível nacional de tratar diversas patologias, fomentando uma maior equidade e a linhas de orientação, tanto de diagnóstico como terapêutico, financiar com base no registo e nos resultados, perceber o que conseguimos e podemos financiar, o envolvimento dos profissionais de saúde e de todos os decisores como factor essencial para o desenvolvimento do registo de cancro, como ferramenta de trabalho, orientação e definição de politicas de saúde, foram algumas das ideias debatidas no decorrer do último painel das Jornadas dedicado à discussão do «Registo de Cancro na definição de um Modelo de Financiamento em Oncologia», que contou com a participação do Director Clínico do IPOFG, Dr. Nuno Miranda, da deputada do Partido Socialista, Dra Maria Antónia Almeida Santos e do deputado do Bloco de Esquerda, Dr. João Semedo, da Comissão Parlamentar de Saúde da Assembleia da República.

 

 

Mais informações: Portal ROR-Sul

 

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