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Investigador da UAlg distinguido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro com bolsa Terry Fox para estudar leucemia

O investigador Nuno Rodrigues dos Santos, do Centro de Biomedicina Molecular e Estrutural (CBME) da UAlg, integrado no Laboratório Associado Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia (IBB), acaba de receber uma bolsa Terry Fox no valor de 15.000 euros, segundo um comunicado da Universidade do Algarve.

 

Com esta bolsa, atribuída pelo Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro (NRS-LPCC) e pela Embaixada do Canadá, que organiza em Portugal a Corrida Terry Fox, o investigador vai continuar a estudar a interacção entre células normais e cancerígenas no contexto da leucemia aguda de linfócitos T. Este cancro tem a sua origem no timo, órgão onde os linfócitos T (um tipo de glóbulos brancos) crescem e amadurecem, afecta sobretudo crianças e adolescentes e é de progressão rápida.

 

«Expressão da proteína RelB no timo e desenvolvimento de leucemia aguda de linfócitos T» é o nome do projecto que Nuno Rodrigues dos Santos submeteu a concurso no âmbito das Bolsas Terry Fox, todos os anos atribuídas pelo NRS-LPCC e pela Embaixada do Canadá, através das quais são distinguidas três propostas de investigação inovadoras no campo da Oncologia com bolsas individuais de 15.000 euros.

 

«Estou muito grato à Liga Portuguesa Contra o Cancro, à Embaixada do Canadá e à Fundação Terry Fox pela atribuição desta bolsa. Além de se tratar de um reconhecimento da qualidade do trabalho já produzido até aqui em torno da leucemia aguda de linfócitos T, será uma ajuda preciosa para continuar a explorar os mecanismos moleculares que estão na origem desta patologia», explica Nuno Rodrigues dos Santos.

 

Na UAlg desde 2008 ao abrigo do Programa Ciência 2007, o investigador tem vindo a debruçar-se sobre a doença desde 2000. Nessa altura ingressou no Instituto Curie (França), justamente para estudar este tipo de leucemia, logo após ter completado o seu doutoramento em Oncobiologia na Universidade de Nijmegen, nos Países Baixos.

 

A cerimónia oficial de entrega das três bolsas de investigação científica Terry Fox 2009/2010 teve lugar no dia 17 de Março, na sede do NRS-LPCC. Candidataram-se a estas bolsas 15 projectos de investigação, «todos com enorme potencial científico», pode ler-se no site da LPCC, tendo sido distinguidos pelo júri Nuno Rodrigues dos Santos, da UAlg, Branca Maria Limón Cavaco, do Instituto Português de Oncologia, (IPOLFG), e Vasco Barreto, do Instituto Gulbenkian de Ciência.

 

Esta é a segunda vez que um investigador do IBB/CBME da UAlg é distinguido com uma bolsa Terry Fox. Antes de Nuno Rodrigues dos Santos, que centra a sua investigação na leucemia aguda de linfócitos T, foi a vez da estudante de pós-doutoramento Ana Luísa Martins Ferreira, orientada no IBB/CBME pela Prof.ª Maria José Castro, que em 2006 viu o seu trabalho distinguido pela LPCC e pela Embaixada do Canadá, recebendo uma bolsa Terry Fox para estudar a aplicação de novas técnicas de diagnóstico na área da Oncologia.

 

A leucemia aguda de linfócitos T, doença que Nuno Rodrigues dos Santos vai continuar a estudar nos próximos anos, é desencadeada em células precursoras derivadas das células estaminais da medula óssea que entram no timo para se diferenciarem em linfócitos T. As células estaminais da medula óssea dão origem aos linfócitos (um tipo de glóbulos brancos) que são essenciais para a resposta imunológica.

 

O timo é um órgão localizado no tórax por cima do coração, que funciona como uma espécie de incubadora do sistema imunitário humano: uma vez dentro do timo, as células precursoras que vão transformar-se em linfócitos T passam por várias fases de maturação bem definidas, durante as quais têm de superar uma série de testes para não serem eliminadas e passarem à etapa seguinte. Este processo é designado por selecção tímica.

 

«Durante o seu desenvolvimento, os linfócitos T, os que nos interessam para estudar este tipo de leucemia, circulam por diferentes regiões do timo, interagindo com células normais, cuja função é mostrar a estes glóbulos brancos pequenos fragmentos do que é normal no organismo assim “ensinando-os” a não atacar as células normais do corpo. Se os linfócitos T se colarem às células do organismo são eliminados, assim evitando o aparecimento de uma resposta imunológica contra as células do próprio organismo o que poderia resultar em doença auto-imune», explica Nuno Rodrigues dos Santos.

 

E parece ser durante esta sequência de armadilhas que são montadas às células precursoras aspirantes a linfócitos T, quando entram em contacto e interagem com células normais do timo, que algo desencadeia a formação de células cancerígenas.

 

Nuno Rodrigues dos Santos centrou a sua investigação numa proteína que existe nas células normais do timo, o RelB, e que é muito importante para a produção de outras proteínas que vão, por sua vez, interagir com os linfócitos T em formação.

 

O investigador já verificou, em trabalhos anteriores, usando ratinhos como modelo de estudo, que se as células normais do timo estiverem geneticamente alteradas (com mutações induzidas), apagando o gene que controla a produção de proteína RelB, a leucemia vai desenvolver-se mais tarde.

 

Para perceber até que ponto esta proteína RelB seria importante para o desenvolvimento a leucemia aguda de linfócitos T, o investigador comparou a resposta de dois tipos de ratinhos transgénicos: os TEL-JAK2, que expressavam a proteína RelB, e um outro grupo de ratinhos TEL-JAK2 mas com uma mutação induzida que apagou o gene RelB.

 

«Os ratinhos com o gene activo desenvolveram leucemia ao fim de poucos meses, entre dois a cinco, ao passo que os ratinhos sem o gene RelB activo só foram afectados pela doença muito mais tarde, perto do final do primeiro ano de vida».

 

Com a bolsa atribuída pela LPCC, Nuno Rodrigues dos Santos quer agora identificar que proteínas são controladas pela proteína RelB e de entre estas, quais são as que contribuem para o desenvolvimento da leucemia.

 

Terry Fox foi um jovem canadiano a quem, aos 18 anos, foi diagnosticado um cancro nos ossos na perna direita, o que originou a sua amputação. Durante o internamento no hospital, Terry ficou tão impressionado com o sofrimento dos outros jovens com cancro que decidiu empreender aquela que viria a designar por Maratona pela Esperança: iria atravessar o Canadá a pé com o objectivo de angariar fundos para a investigação em Oncologia.

 

Entre Abril e Setembro de 1980, Terry percorreu mais de cinco mil quilómetros, até ser forçado a parar pela doença, que apareceu nos pulmões. Em Junho de 1981, aos 22 anos, Terry morreu, mas o Canadá nunca o esqueceria.

 

Nesse mesmo ano foi organizada a primeira Corrida Terry Fox e nascia a Fundação com o mesmo nome, cuja actividade atravessou as fronteiras do Canadá e toca hoje vários países, incluindo Portugal. Actualmente, as Bolsas Terry Fox para investigação em Oncologia são atribuídas em Portugal todos os anos pela Liga Portuguesa contra o Cancro (LPCC) em conjunto com a Embaixada do Canadá.

 

No valor de 15.000 euros cada, as bolsas são financiadas pelos fundos obtidos com a organização anual da Corrida Terry Fox, iniciativa lançada há 14 anos pela Embaixada do Canadá, a que se associou o NRS-LPCC. Os três projectos premiados anualmente emergem do conjunto de projectos pré-seleccionados pela LPCC e enviados para a Fundação Terry Fox, no Canadá, que por sua vez os submete à apreciação do National Cancer Institute.

O investigador Nuno Rodrigues dos Santos, do Centro de Biomedicina Molecular e Estrutural (CBME) da UAlg, integrado no Laboratório Associado Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia (IBB), acaba de receber uma bolsa Terry Fox no valor de 15.000 euros, segundo um comunicado da Universidade do Algarve.

 

Com esta bolsa, atribuída pelo Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro (NRS-LPCC) e pela Embaixada do Canadá, que organiza em Portugal a Corrida Terry Fox, o investigador vai continuar a estudar a interacção entre células normais e cancerígenas no contexto da leucemia aguda de linfócitos T. Este cancro tem a sua origem no timo, órgão onde os linfócitos T (um tipo de glóbulos brancos) crescem e amadurecem, afecta sobretudo crianças e adolescentes e é de progressão rápida.

 

«Expressão da proteína RelB no timo e desenvolvimento de leucemia aguda de linfócitos T» é o nome do projecto que Nuno Rodrigues dos Santos submeteu a concurso no âmbito das Bolsas Terry Fox, todos os anos atribuídas pelo NRS-LPCC e pela Embaixada do Canadá, através das quais são distinguidas três propostas de investigação inovadoras no campo da Oncologia com bolsas individuais de 15.000 euros.

 

«Estou muito grato à Liga Portuguesa Contra o Cancro, à Embaixada do Canadá e à Fundação Terry Fox pela atribuição desta bolsa. Além de se tratar de um reconhecimento da qualidade do trabalho já produzido até aqui em torno da leucemia aguda de linfócitos T, será uma ajuda preciosa para continuar a explorar os mecanismos moleculares que estão na origem desta patologia», explica Nuno Rodrigues dos Santos.

 

Na UAlg desde 2008 ao abrigo do Programa Ciência 2007, o investigador tem vindo a debruçar-se sobre a doença desde 2000. Nessa altura ingressou no Instituto Curie (França), justamente para estudar este tipo de leucemia, logo após ter completado o seu doutoramento em Oncobiologia na Universidade de Nijmegen, nos Países Baixos.

 

A cerimónia oficial de entrega das três bolsas de investigação científica Terry Fox 2009/2010 teve lugar no dia 17 de Março, na sede do NRS-LPCC. Candidataram-se a estas bolsas 15 projectos de investigação, «todos com enorme potencial científico», pode ler-se no site da LPCC, tendo sido distinguidos pelo júri Nuno Rodrigues dos Santos, da UAlg, Branca Maria Limón Cavaco, do Instituto Português de Oncologia, (IPOLFG), e Vasco Barreto, do Instituto Gulbenkian de Ciência.

 

Esta é a segunda vez que um investigador do IBB/CBME da UAlg é distinguido com uma bolsa Terry Fox. Antes de Nuno Rodrigues dos Santos, que centra a sua investigação na leucemia aguda de linfócitos T, foi a vez da estudante de pós-doutoramento Ana Luísa Martins Ferreira, orientada no IBB/CBME pela Prof.ª Maria José Castro, que em 2006 viu o seu trabalho distinguido pela LPCC e pela Embaixada do Canadá, recebendo uma bolsa Terry Fox para estudar a aplicação de novas técnicas de diagnóstico na área da Oncologia.

 

A leucemia aguda de linfócitos T, doença que Nuno Rodrigues dos Santos vai continuar a estudar nos próximos anos, é desencadeada em células precursoras derivadas das células estaminais da medula óssea que entram no timo para se diferenciarem em linfócitos T. As células estaminais da medula óssea dão origem aos linfócitos (um tipo de glóbulos brancos) que são essenciais para a resposta imunológica.

 

O timo é um órgão localizado no tórax por cima do coração, que funciona como uma espécie de incubadora do sistema imunitário humano: uma vez dentro do timo, as células precursoras que vão transformar-se em linfócitos T passam por várias fases de maturação bem definidas, durante as quais têm de superar uma série de testes para não serem eliminadas e passarem à etapa seguinte. Este processo é designado por selecção tímica.

 

«Durante o seu desenvolvimento, os linfócitos T, os que nos interessam para estudar este tipo de leucemia, circulam por diferentes regiões do timo, interagindo com células normais, cuja função é mostrar a estes glóbulos brancos pequenos fragmentos do que é normal no organismo assim “ensinando-os” a não atacar as células normais do corpo. Se os linfócitos T se colarem às células do organismo são eliminados, assim evitando o aparecimento de uma resposta imunológica contra as células do próprio organismo o que poderia resultar em doença auto-imune», explica Nuno Rodrigues dos Santos.

 

E parece ser durante esta sequência de armadilhas que são montadas às células precursoras aspirantes a linfócitos T, quando entram em contacto e interagem com células normais do timo, que algo desencadeia a formação de células cancerígenas.

 

Nuno Rodrigues dos Santos centrou a sua investigação numa proteína que existe nas células normais do timo, o RelB, e que é muito importante para a produção de outras proteínas que vão, por sua vez, interagir com os linfócitos T em formação.

 

O investigador já verificou, em trabalhos anteriores, usando ratinhos como modelo de estudo, que se as células normais do timo estiverem geneticamente alteradas (com mutações induzidas), apagando o gene que controla a produção de proteína RelB, a leucemia vai desenvolver-se mais tarde.

 

Para perceber até que ponto esta proteína RelB seria importante para o desenvolvimento a leucemia aguda de linfócitos T, o investigador comparou a resposta de dois tipos de ratinhos transgénicos: os TEL-JAK2, que expressavam a proteína RelB, e um outro grupo de ratinhos TEL-JAK2 mas com uma mutação induzida que apagou o gene RelB.

 

«Os ratinhos com o gene activo desenvolveram leucemia ao fim de poucos meses, entre dois a cinco, ao passo que os ratinhos sem o gene RelB activo só foram afectados pela doença muito mais tarde, perto do final do primeiro ano de vida».

 

Com a bolsa atribuída pela LPCC, Nuno Rodrigues dos Santos quer agora identificar que proteínas são controladas pela proteína RelB e de entre estas, quais são as que contribuem para o desenvolvimento da leucemia.

 

Terry Fox foi um jovem canadiano a quem, aos 18 anos, foi diagnosticado um cancro nos ossos na perna direita, o que originou a sua amputação. Durante o internamento no hospital, Terry ficou tão impressionado com o sofrimento dos outros jovens com cancro que decidiu empreender aquela que viria a designar por Maratona pela Esperança: iria atravessar o Canadá a pé com o objectivo de angariar fundos para a investigação em Oncologia.

 

Entre Abril e Setembro de 1980, Terry percorreu mais de cinco mil quilómetros, até ser forçado a parar pela doença, que apareceu nos pulmões. Em Junho de 1981, aos 22 anos, Terry morreu, mas o Canadá nunca o esqueceria.

 

Nesse mesmo ano foi organizada a primeira Corrida Terry Fox e nascia a Fundação com o mesmo nome, cuja actividade atravessou as fronteiras do Canadá e toca hoje vários países, incluindo Portugal. Actualmente, as Bolsas Terry Fox para investigação em Oncologia são atribuídas em Portugal todos os anos pela Liga Portuguesa contra o Cancro (LPCC) em conjunto com a Embaixada do Canadá.

 

No valor de 15.000 euros cada, as bolsas são financiadas pelos fundos obtidos com a organização anual da Corrida Terry Fox, iniciativa lançada há 14 anos pela Embaixada do Canadá, a que se associou o NRS-LPCC. Os três projectos premiados anualmente emergem do conjunto de projectos pré-seleccionados pela LPCC e enviados para a Fundação Terry Fox, no Canadá, que por sua vez os submete à apreciação do National Cancer Institute.

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