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Prevenção é o melhor tratamento para a diabetes

dr_carlos_godinho_1.jpgA adoção de estilos de vida saudáveis, uma alimentação equilibrada e a prática de atividade física regular são os pilares fundamentais para a prevenção e o controlo da diabetes, defende o Coordenador Regional (Algarve) do Programa Nacional para a Diabetes, Dr. Carlos Godinho, sublinhando que se deve continuar a apostar na implementação de estratégias que permitam o acesso à prestação de cuidados de saúde aos diabéticos e aumentar o conhecimento da população sobre esta doença crónica.

 

 

dr_carlos_godinho_1.jpgA adoção de estilos de vida saudáveis, uma alimentação equilibrada e a prática de atividade física regular são os pilares fundamentais para a prevenção e o controlo da diabetes, defende o Coordenador Regional (Algarve) do Programa Nacional para a Diabetes, Dr. Carlos Godinho, sublinhando que se deve continuar a apostar na implementação de estratégias que permitam o acesso à prestação de cuidados de saúde aos diabéticos e aumentar o conhecimento da população sobre esta doença crónica.

 

 

«A prevenção de qualquer doença crónica, nomeadamente da diabetes, é sempre muito mais barata do que tratá-la. Tratar um diabético sem complicações é muito mais barato do que tratar um com complicações. E não se trata só de aspetos financeiros mas sobretudo do que as complicações implicam em termos de diminuição da qualidade de vida do doente, da sua família e da própria sociedade» explica o Dr. Carlos Godinho, acrescentando que «se deve continuar a apostar na implementação de estratégias para, por um lado, minimizar as consequências da doença através da prestação de cuidados de saúde a todos os diabéticos e, simultaneamente, fomentar a sensibilização da população em geral para a adoção de hábitos de vida saudáveis, que ajudem a prevenir a doença».

carlos_godinho_1.jpgO Coordenador Regional (Algarve) do Programa Nacional para a Diabetes e médico da Unidade de Diabetologia do Hospital de Faro, apesar de reconhecer que ainda há muito trabalho a fazer nesta área, garante que «há uma grande sensibilização da ARS Algarve em relação a esta problemática». Durante este ano, já foram realizadas algumas reuniões entre o Coordenador e o Presidente do Conselho Diretivo da ARS Algarve, IP, Dr. Martins dos Santos, tendo ficado decidido que «a equipa coordenadora da diabetes irá ser reformulada» como forma de reforçar esta área.

Com o objetivo de melhorar os índices de avaliação da diabetes na Região em 2013, o Dr. Carlos Godinho, refere que «já foram solicitados a todas as entidades intervenientes neste processo, os dois hospitais (Hospital de Faro e CHBA) e os três ACES (Barlavento, Central e Sotavento), todos os números disponíveis relativos a 2010 e 2011, para que na próxima reunião da comissão que terá lugar até ao final do ano, se possa fazer um ponto da situação e delinear os objetivos e estratégias para 2013», no âmbito da implementação do Programa Nacional para a Diabetes na Região.

No Algarve a prevalência da diabetes ronda os 11%, o que representa cerca de 40 mil diabéticos na Região, de acordo com o estudo publicado em 2009 sobre a prevalência da diabetes em Portugal (PREVADIAB). «Destes, temos identificados cerca de 22 mil, o que significa uma percentagem de 55% de doentes diagnosticados. Por isso, ainda temos quase metade por diagnosticar», indica o Dr. Carlos Godinho. No entanto, o Coordenador reconhece «o esforço que tem sido feito nos cuidados de saúde primários nesta matéria. Nomeadamente, com a implementação das consultas de diabetes nos Centros de Saúde», assegurando que, com adoção destas e outras medidas concretas, «têm-se conseguido diagnosticar mais de mil diabéticos por ano».

Ainda no âmbito do diagnóstico e tratamento, o Dr. Carlos Godinho destaca a importância de se continuar a «fomentar as boas práticas na abordagem do diabético», através da adoção das normas e orientações emanadas pela DGS e das recomendações das Sociedades Científicas. O Coordenador Regional (Algarve) do Programa Nacional para a Diabetes defende também «uma maior colaboração entre os cuidados de Saúde locais, USF´s, ACES e os Hospitais, para que, através do conhecimento mútuo e da partilha de saberes e experiências, todos fiquemos a ganhar e, com isso, possamos melhor tratar os nossos doentes.»

carlos_godinho_2.jpgPor outro lado, «a diabetes é uma doença em que não basta os técnicos tratarem os doentes, não é suficiente. É uma doença crónica e a participação do próprio doente (e também dos familiares diretos) é indispensável para que ele seja capaz de gerir a sua própria doença com as indicações que os técnicos lhe fornecem. As estruturas de saúde não são suficientes», lembra o médico da Unidade de Diabetologia do Hospital de Faro, destacando a importância do papel que as autarquias, escolas e a comunidade em geral devem assumir na prevenção e controlo da diabetes: «Tem de haver uma colaboração entre as autarquias e as estruturas de saúde e educativas. Nomeadamente nas escolas, os alunos deverão desde cedo começar a ser educados para uma alimentação saudável e para o exercício físico, que são os dois pilares fundamentais na prevenção da diabetes».

Apesar de reconhecer que na sociedade em que vivemos atualmente, existem diversos fatores, nomeadamente a crise económica e a própria indústria alimentar com as suas campanhas publicitárias, que tornam cada vez mais difícil combater os grandes fatores da diabetes (o sedentarismo e a alimentação errada, rica em calorias, gorduras e hidratos de carbono) o Dr. Carlos Godinho deixa alguns conselhos simples e úteis para ajudar a prevenir a diabetes:

«Evitar o excesso de peso. Fazer exercício físico. As pessoas não devem ficar sedentárias, têm de andar mais a pé, andar de bicicleta. A alimentação deve ser saudável, as pessoas devem comer menos, de acordo com as suas necessidades, uma alimentação diversificada, vegetais, fruta, alguma carne, peixe, evitarem o tipo de alimentos pré-cozinhados. É sempre mais saudável comer em casa. Por exemplo, tomar o pequeno almoço em casa. Comer pouco ao jantar, uma refeição leve. E simultaneamente, procurar os conselhos dos técnicos dos Centros de Saúde».

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