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Semana Mundial do Aleitamento Materno 2008 celebrada na Região do Algarve com acções de sensibilização

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A Administração Regional de Saúde do Algarve, IP em parceria com o Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE e o Hospital de Faro, EPE celebraram a Semana Mundial do Aleitamento Materno de 6 a 12 de Outubro, através da dinamização e promoção de actividades de sensibilização em toda a região, tendo como mote «Evoluir para a Excelência do Apoio Materno».

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A Administração Regional de Saúde do Algarve, IP em parceria com o Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, EPE e o Hospital de Faro, EPE celebraram a Semana Mundial do Aleitamento Materno de 6 a 12 de Outubro, através da dinamização e promoção de actividades de sensibilização em toda a região, tendo como mote «Evoluir para a Excelência do Apoio Materno».

 

 

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 A realização de palestras, encontros e sessões informativas nos Centros de Saúde, Hospitais e outras instituições da região dirigidas a mães e familiares, a educadoras de infância, a profissionais de saúde e de farmácia foram algumas das acções que marcaram as comemorações da Semana Mundial do Aleitamento Materno na região.

 

 

 

  

imagemEntre 6 e 12 de Outubro estiveram abertas ao público duas tendas, uma no Largo da Pontinha em Faro e outra na Praça da Alameda em Portimão, onde os visitantes puderam encontrar um «Cantinho da Amamentação» com profissionais de saúde disponíveis para prestar aconselhamento especializado. Nos dois espaços, as crianças e familiares puderam também desfrutar de algumas actividades lúdicas, ver exposições de fotografia e de artesanato e ainda visualizar um vídeo com testemunho da mãe e cantora Viviane sobre a importância do aleitamento materno.

 

 

 

imagemNo âmbito das actividades da Semana Mundial do Aleitamento Materno decorreu no dia 7 de Outubro às 11 horas uma Palestra intitulada «Evoluir para a Excelência no Apoio Materno», no Auditório do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, com as Enf.ª Mercês e Enf.ª Florinda, Conselheiras em Aleitamento. Contando a participação de vários profissionais de saúde, a palestra assumiu-se como um excelente espaço de troca de experiências profissionais e de conhecimentos sobre a matéria. 

 

imagemNo dia 9 de Outubro realizou-se no auditório do Hospital de Faro uma sessão informativa sob o tema «Situações Clínicas da Mama», proferida pela enfermeira Antónia Martins, Conselheira em Aleitamento Materno. A sessão, especialmente dirigidas a mães que amamentam e a profissionais de saúde, teve como objectivo abordar alguns dos principais problemas da mama, reflectir sobre essas situações clinicas e apresentar as soluções, bem como promover o aleitamento materno.

 

 

Dirigida a todos os profissionais de farmácia foram ainda realizadas duas Sessões sobre «Aleitamento Materno e Farmácia», uma a 8 de Outubro às 17 horas em Faro no Clube Farense e outra a 9 de Outubro a partir das 17 horas no Auditório do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio.

 

 

No âmbito das comemorações da Semana do Aleitamento Materno 2008, realizou-se ainda a 10 de Outubro um concerto de música para bebés com o Professor de música Gonçalo Pescada na tenda da amamentação de Portimão e a 11 de Outubro no Clube Farense em Faro com a flautista Inês Rosa.

  

imagem  imagemimagem 

 

Consultar: imagemPrograma da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2008 na Região do Algarve

imagemCartaz Semana Aleitamento Materno 2008

 

Semana Mundial do Aleitamento Materno 2008

 

imagem“Se fez, alguma coisa para apoiar uma mãe que pretende amamentar, ou uma mãe que já amamenta, então merece uma Medalha de Ouro” WABA 2008

A WABA (World Alliance For Breastfeeding Action) em sintonia com os Jogos Olímpicos de 2008 apela a um reforço do apoio dado à mãe que decide amamentar o seu filho (à semelhança do apoio dado pela equipa do atleta) de forma a que ela consiga obter a excelência na alimentação do seu filho, amamentando em exclusivo durante os primeiros seis meses, após o que deve introduzir alimentação complementar, mantendo o aleitamento durante pelo menos dois anos.

Sendo uma realidade em toda a Europa as baixas taxas de aleitamento materno em termos de exclusividade e de manutenção, e constituindo o aleitamento materno uma medida de saúde pública com efeitos benéficos em termos da saúde materna e do crescimento e desenvolvimento dos lactentes e crianças pequenas, é fundamental que os profissionais de saúde, os dirigentes e a sociedade em geral, estejam mais sensibilizados e sejam mais interventivos nesta área.

Muitas são as razões para a actual situação em termos de aleitamento materno mas, todos nós como cidadãos ou como profissionais de áreas diversas podemos apoiar uma mãe que decide amamentar:

Os cuidados de saúde devem ser prestados por profissionais com formação em aleitamento materno, que pratiquem uma escuta de forma empática, que transmitam a informação que se revele oportuna e exacta. Os profissionais de saúde devem ser uma fonte de incentivo e estimulo, tal como a equipa apoiante do atleta olímpico está confiante no seu sucesso e disponível para responder prontamente às suas dúvidas e ansiedades, reforçando a sua confiança e elogiando o seu esforço.

Os empregadores também são responsáveis pelo apoio que a mãe necessita para manter o aleitamento quando reinicia a sua actividade laboral, ao proporcionar um ambiente protector e promotor do Aleitamento.

A legislação protege a mãe que decide amamentar de forma prolongada, mas é necessário um maior investimento dos empregadores, nomeadamente permitindo o gozo da licença de amamentação e a flexibilização do horário, proporcionando um local adequado para a extracção de leite pela mãe, apoiando a criação de creches no local de trabalho ou próximo. Sabemos que as mães que amamentam de forma satisfatória e prolongada têm menor taxa de absentismo e maior produtividade, sentindo-se assim mais realizadas enquanto mães e enquanto mulheres trabalhadoras.

A família constitui uma rede de apoio imediato e contínuo à mãe começando com o pai/companheiro, incluindo a família directa (mãe e irmãs, etc) e alargada, os amigos e vizinhos. Todos podem apoiar reforçando a confiança da mãe na sua capacidade de amamentar ou disponibilizando-se para outras tarefas, libertando a mãe para se dedicar à amamentação e ao cuidado do lactente.

A decisão de amamentar e manter a amamentação depende das informações que obtém pelo que lê e ouve e pela observação de outras mulheres a amamentar. Actualmente a sociedade não privilegia a amamentação como norma de alimentação dos lactentes e crianças pequenas. Uma forte rede social de suporte contribui para compensar as influências que possam diminuir a confiança da mãe na sua capacidade em amamentar.

Em Portugal a Licença por maternidade permite à mulher o gozo de 120 dias, com direito a receber 100% da remuneração de referência. No caso de a mãe optar por uma licença de 150 dias, terá direito a receber 80% da remuneração de referência. A mulher tem ainda direito a 30 dias suplementares por cada gémeo além do primeiro, em caso de nascimentos múltiplos (Artº35º da Lei99/03 de 27/08 e Artº 68º da Lei 35/04 de 29/07).

A Mulher tem ainda direita à dispensa para amamentação em dois períodos distintos de uma hora cada (mais 30 minutos por cada gémeo além do primeiro), por dia de trabalho, enquanto amamentar. A mãe deve fazer a comunicação à entidade empregadora com dez dias de antecedência em relação ao início da dispensa (para amamentação) e apresentar declaração médica anual após o 1º ano de vida do filho (Artº 39º da Lei 99/03 de 27/08 e Artº 73º da Lei 35/04 de 29/07).

Muitas mães não pedem a dispensa para amamentar por desconhecimento ou pela precariedade do seu trabalho, pelo que esta é uma área que merece especial atenção.

Em situações de crise ou emergência agrava-se a responsabilidade da mãe que está amamentar, recaindo sobre ela preocupações acrescidas quanto à protecção do seus filhos, nomeadamente assegurar a sua alimentação e alojamento. Na nossa sociedade estas crises podem ser representadas por catástrofes naturais, mas mais frequentemente por crises familiares: divórcios, custódia dos filhos etc.

É fundamental disponibilizar apoio para estas mães em termos da sua alimentação, alojamento e fornecimento das informações e depoimentos que reforcem a necessidade que o bebé tem de permanecer junto à sua mãe e os riscos da alimentação artificial.

Uma mãe em situação desfavorecida economicamente, pertencente a um grupo de risco (imigrante, mãe adolescente, etc), enfrenta situações mais desafiantes, pelo que se acentua a necessidade de apoio, representando um desafio aos serviços de saúde e à sociedade.

As mulheres não recebem somente o apoio, mas também o reflectem ao seu redor, por exemplo as associações com mães voluntárias, os grupos de apoio mãe. Em Portugal estes grupos têm ainda pouca expressão, facto que esperamos venha a alterar-se em breve, pois têm eficácia comprovada no prolongamento do período de aleitamento.

 

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