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Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital de Faro desperta para a importância da atividade física para prevenir lesões no trabalho

Se para muitos o regresso ao trabalho após as férias é sinónimo de energias revitalizadas, para outros significa o regresso ao desconforto e dor. As lesões e disfunções ocupacionais associadas à prática profissional, desde as situações mais ligeiras a quadros clínicos incapacitantes, são uma realidade para muitas pessoas. Mas sabia que a solução e prevenção de boa parte destes problemas pode ser mais simples do que julga? Quem o esclarece é Dr. Filipe Ferreira, Terapeuta Ocupacional do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital de Faro.

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Na origem de diversas lesões, nomeadamente as lesões de esforço repetitivo e consequentemente disfunções ocupacionais, estão por vezes associadas a más posturas e movimentos repetidos e desajustados implicados no desempenho de determinadas tarefas. Do mesmo modo, o ritmo, a duração ininterrupta de certas atividades e a deficiente adequação do ambiente e objetos perante as funções executadas contribuem para situação lesivas ao bem-estar, físico e psicossocial, dos profissionais no seu contexto de trabalho, comprometendo frequentemente a produtividade e, muitas vezes, conduzindo ao absentismo laboral. O grande problema é que a «preocupação com estas questões, na grande maioria das vezes, só se coloca quando o desempenho profissional já está comprometido», constatou Dr. Filipe Ferreira.

 

A aposta da prevenção exige que tanto as entidades patronais como os trabalhadores individualmente tomem consciência do que está a ser mal feito e adotem medidas corretivas. «Já se fala na prevenção há muito tempo, temos é que passar para a prática», afirmou o terapeuta. E a prática passa pela adoção de comportamentos simples como reavaliarmos a nossa postura ao longo do dia, na execução das atividades domésticas, profissionais ou mesmo de lazer.

 

«Cuidar da postura no trabalho (posicionamento correto, intercalar atividades reequilibrando a carga física e postural), no lazer e em casa, fazer caminhadas e alongamentos são atitudes que promovem a saúde e ajudam a combater as lesões posturais», reforçou o terapeuta que diariamente trabalha na reabilitação de pessoas cujos maus hábitos e posturas incorretas prolongadas geraram dores incómodas e muitas vezes incapacitantes. «Muitas pessoas são acometidas de dores no corpo, principalmente nas costas, membros superiores, joelhos e mãos, e somente depois de algum tempo percebem que a sua postura estava incorreta», referiu.

 

A mudança de hábitos aliada ao bom-senso pode efetivamente evitar ou corrigir muitas destas lesões. «Não posso estar todo o dia a trabalhar a um computador, chegar a casa e ir novamente para a frente do computador. A atividade física tem que lá estar. Seja ela qual for. É evidente que se eu estou todo o dia a carregar pesos, não vou fazer musculação, não interessa. Mas posso fazer natação, por exemplo», esclareceu.

 

Antecipar-se à dor é sem dúvida a principal recomendação, procurando manter uma postura correta e evitar ou compensar comportamentos e tarefas que lhe possam ser prejudiciais. Mas quando não o conseguimos «é importante que, pelo menos, fiquemos atentos aos sinais que surgem. Os mais comuns são a dor, principalmente a dor noturna e em repouso, o edema (inchaço) que não foi causado por via traumática (não houve batida) e que pode surgir por não se respeitar a dor inicial e insistirmos nos mesmos erros».

 Esteja atento – não menospreze a dor

É importante que a pessoa se autorregule e avalie sistematicamente, isto é «deve estar sempre atenta: ao final do dia, deve tentar perceber o nível de cansaço, se leva frequentemente a mão ao pescoço em resposta à tensão localizada, se tem dor ou não, o que estará a provocar a dor ou o desconforto», reforçou o fisioterapeuta Filipe Ferreira. Perante estes sinais, a consulta atempada e o aconselhamento com os profissionais de saúde pode evitar o agravamento de situações ligeiras, facilmente reversíveis, mas que sem o devido acompanhamento podem gerar quadros clínicos mais complexos.

 

Quando a prevenção falha e a lesão surge, o processo de reabilitação é amplo e vai muito para além dos procedimentos terapêuticos. «A reabilitação é tudo o que nós fazemos ao longo do dia. Não se pode limitar a uma hora no hospital com o terapeuta. A simples forma como atamos os sapatos, como nos vestimos, como nos sentamos, como agarramos e transportamos os objetos interfere na recuperação», advertiu.

 

Se a origem de algumas lesões pode estar num simples teclado, uma vez que, de acordo com o técnico, o posicionamento incorreto faz com que se utilize quatro vezes mais a força necessária para teclar, também, na maioria das situações, a solução é simples. Alongamentos musculares frequentes, reeducação postural global, adequação do posto de trabalho são algumas das medidas corretivas que podem auxiliar na redução destas lesões, sem que tal signifique necessariamente custos acrescidos. «O aconselhamento para adequação de dispositivos alternativos e corretivos às vezes são solução simples e mais baratas do que se possa imaginar», referiu o terapeuta. A este nível as soluções podem ser tão fáceis como ajustar a altura da cadeira, elevar o monitor com um livro ou colocar como apoio de pés uma caixa de sapatos, respeitando as orientações técnicas.

 

O regresso ao trabalho não tem de ser doloroso, pelo menos do ponto de vista das lesões laborais que lhe possam estar associadas. Analisar, reavaliar e reeducar posturas e comportamentos pode ajudar a manter-se sem dores.

 

Fonte: Hospital de Faro

Se para muitos o regresso ao trabalho após as férias é sinónimo de energias revitalizadas, para outros significa o regresso ao desconforto e dor. As lesões e disfunções ocupacionais associadas à prática profissional, desde as situações mais ligeiras a quadros clínicos incapacitantes, são uma realidade para muitas pessoas. Mas sabia que a solução e prevenção de boa parte destes problemas pode ser mais simples do que julga? Quem o esclarece é Dr. Filipe Ferreira, Terapeuta Ocupacional do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital de Faro.

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Na origem de diversas lesões, nomeadamente as lesões de esforço repetitivo e consequentemente disfunções ocupacionais, estão por vezes associadas a más posturas e movimentos repetidos e desajustados implicados no desempenho de determinadas tarefas. Do mesmo modo, o ritmo, a duração ininterrupta de certas atividades e a deficiente adequação do ambiente e objetos perante as funções executadas contribuem para situação lesivas ao bem-estar, físico e psicossocial, dos profissionais no seu contexto de trabalho, comprometendo frequentemente a produtividade e, muitas vezes, conduzindo ao absentismo laboral. O grande problema é que a «preocupação com estas questões, na grande maioria das vezes, só se coloca quando o desempenho profissional já está comprometido», constatou Dr. Filipe Ferreira.

 

A aposta da prevenção exige que tanto as entidades patronais como os trabalhadores individualmente tomem consciência do que está a ser mal feito e adotem medidas corretivas. «Já se fala na prevenção há muito tempo, temos é que passar para a prática», afirmou o terapeuta. E a prática passa pela adoção de comportamentos simples como reavaliarmos a nossa postura ao longo do dia, na execução das atividades domésticas, profissionais ou mesmo de lazer.

 

«Cuidar da postura no trabalho (posicionamento correto, intercalar atividades reequilibrando a carga física e postural), no lazer e em casa, fazer caminhadas e alongamentos são atitudes que promovem a saúde e ajudam a combater as lesões posturais», reforçou o terapeuta que diariamente trabalha na reabilitação de pessoas cujos maus hábitos e posturas incorretas prolongadas geraram dores incómodas e muitas vezes incapacitantes. «Muitas pessoas são acometidas de dores no corpo, principalmente nas costas, membros superiores, joelhos e mãos, e somente depois de algum tempo percebem que a sua postura estava incorreta», referiu.

 

A mudança de hábitos aliada ao bom-senso pode efetivamente evitar ou corrigir muitas destas lesões. «Não posso estar todo o dia a trabalhar a um computador, chegar a casa e ir novamente para a frente do computador. A atividade física tem que lá estar. Seja ela qual for. É evidente que se eu estou todo o dia a carregar pesos, não vou fazer musculação, não interessa. Mas posso fazer natação, por exemplo», esclareceu.

 

Antecipar-se à dor é sem dúvida a principal recomendação, procurando manter uma postura correta e evitar ou compensar comportamentos e tarefas que lhe possam ser prejudiciais. Mas quando não o conseguimos «é importante que, pelo menos, fiquemos atentos aos sinais que surgem. Os mais comuns são a dor, principalmente a dor noturna e em repouso, o edema (inchaço) que não foi causado por via traumática (não houve batida) e que pode surgir por não se respeitar a dor inicial e insistirmos nos mesmos erros».

 Esteja atento – não menospreze a dor

É importante que a pessoa se autorregule e avalie sistematicamente, isto é «deve estar sempre atenta: ao final do dia, deve tentar perceber o nível de cansaço, se leva frequentemente a mão ao pescoço em resposta à tensão localizada, se tem dor ou não, o que estará a provocar a dor ou o desconforto», reforçou o fisioterapeuta Filipe Ferreira. Perante estes sinais, a consulta atempada e o aconselhamento com os profissionais de saúde pode evitar o agravamento de situações ligeiras, facilmente reversíveis, mas que sem o devido acompanhamento podem gerar quadros clínicos mais complexos.

 

Quando a prevenção falha e a lesão surge, o processo de reabilitação é amplo e vai muito para além dos procedimentos terapêuticos. «A reabilitação é tudo o que nós fazemos ao longo do dia. Não se pode limitar a uma hora no hospital com o terapeuta. A simples forma como atamos os sapatos, como nos vestimos, como nos sentamos, como agarramos e transportamos os objetos interfere na recuperação», advertiu.

 

Se a origem de algumas lesões pode estar num simples teclado, uma vez que, de acordo com o técnico, o posicionamento incorreto faz com que se utilize quatro vezes mais a força necessária para teclar, também, na maioria das situações, a solução é simples. Alongamentos musculares frequentes, reeducação postural global, adequação do posto de trabalho são algumas das medidas corretivas que podem auxiliar na redução destas lesões, sem que tal signifique necessariamente custos acrescidos. «O aconselhamento para adequação de dispositivos alternativos e corretivos às vezes são solução simples e mais baratas do que se possa imaginar», referiu o terapeuta. A este nível as soluções podem ser tão fáceis como ajustar a altura da cadeira, elevar o monitor com um livro ou colocar como apoio de pés uma caixa de sapatos, respeitando as orientações técnicas.

 

O regresso ao trabalho não tem de ser doloroso, pelo menos do ponto de vista das lesões laborais que lhe possam estar associadas. Analisar, reavaliar e reeducar posturas e comportamentos pode ajudar a manter-se sem dores.

 

Fonte: Hospital de Faro

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