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Sinergias no Cuidar – projeto de intervenção na comunidade na área de saúde mental da UCC de Faro ajuda a prevenir a e diminuir o estigma do doente mental

mos.jpgAcompanhamento e apoio personalizado da «pessoa em sofrimento mental» através da prestação de cuidados de saúde mentais e psiquiátricos e, simultaneamente, a realização de ações de sensibilização para a prevenção da doença mental e a diminuição da estigmatização do doente mental na sociedade, são os principais objetivos do projeto «Sinergias no Cuidar» da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Faro, unidade integrante do Agrupamento de Centro de Saúde (ACES) Central. Até ao momento, cerca de 50 pessoas do concelho de Faro já receberam apoio no âmbito deste «projeto inovador» de intervenção na comunidade na área de saúde mental e psiquiátrica.

 

mos.jpgAcompanhamento e apoio personalizado da «pessoa em sofrimento mental» através da prestação de cuidados de saúde mentais e psiquiátricos e, simultaneamente, a realização de ações de sensibilização para a prevenção da doença mental e a diminuição da estigmatização do doente mental na sociedade, são os principais objetivos do projeto «Sinergias no Cuidar» da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Faro, unidade integrante do Agrupamento de Centro de Saúde (ACES) Central. Até ao momento, cerca de 50 pessoas do concelho de Faro já receberam apoio no âmbito deste «projeto inovador» de intervenção na comunidade na área de saúde mental e psiquiátrica.

 

 

A ideia de avançar com este projeto de intervenção comunitária na área de saúde mental e psiquiátrica nos cuidados de saúde primários surgiu em 2010 quando a Enf. Arlete Lourenço, Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria e Terapeuta do Riso, depois de 10 anos de trabalho em unidades de internamento de serviços de psiquiatria, decidiu aceitar o desafio de «vir trabalhar para os cuidados de saúde primários» e integrar a equipa da UCC de Faro.

enf.arlete_lourenco_1.jpgDefendendo a importância deste tipo de «apoio efetivo nos cuidados de saúde primários» como forma de «rastreio precoce e preventivo das doenças mentais», a Enf. Arlete Lourenço explica que «a base para o bom funcionamento deste projeto é «excelente articulação» e «o trabalho complementar desenvolvido nesta área» entre o Agrupamento de Centros de Saúde Central, o Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Faro EPE e a Comunidade.

Habitualmente, «quando pensamos em doença mental, pensamos só nos estados mais evolutivos de doença, que exigem necessidades urgentes de internamento e acompanhamento dos serviços hospitalares de psiquiatria», lembra a Enf. Arlete Lourenço, sublinhando que, no caso deste projeto da UCC de Faro, «estamos a falar de pessoas que estão numa fase de desequilíbrio, de crise, com as primeiras sintomatologias do foro depressivo, que necessitam de algum tipo de apoio mais específico especializado, mas que nesta fase inicial da doença não precisam de recorrer já aos cuidados diferenciados. Ao darmos uma resposta mais rápida e imediata, evitamos o protelar da situação e a necessidade de o utente ir diretamente para cuidados hospitalares, porque estamos a atuar muito anteriormente na base e na prevenção».

«O grande objetivo é prestar apoio nas patologias consideradas de doença mental comum. Temos muitas pessoas com sintomatologia depressiva e ideação suicida, depressão pós-parto, mas a nossa atuação é muito mais variada. Temos situações de pessoas com comportamentos que em psiquiatria são consideradas dentro no espectro da acumulação, algumas perturbações na área da alimentação, dificuldades relacionais, agorafobia, entre outras», enumera a responsável pelo projeto, acrescentando que a referenciação dos utentes para serem acompanhados neste projeto «pode ser feita tanto pelo Departamento de Psiquiatria do Hospital de Faro, como pelos profissionais que trabalham na UCC, mas também por todos outros profissionais das restantes unidades do ACES Central e que prestam cuidados no concelho de Faro».

olhos.jpgPara isso, antes de implementar o projeto «foram efetuados contactos com o Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Faro para definirmos qual a abordagem a ser realizada por nós aqui, com clarificação da abordagem feita pelas equipas de intervenção comunitária daquele Departamento de modo a funcionarmos em complementaridade. Eles fazem um excelente trabalho e dão apoio aos doentes mentais graves enquanto que eu dou apoio aos doentes no pós-alta com doença mental comum, em coordenação e articulação com os profissionais que acompanharam o doente lá».

Por exemplo, «imaginemos que me é referenciado pelo médico da família um utente com sintomas do foro depressivo e ideação suicida, eu avalio o risco, o potencial de possibilidade de intervenção aqui. Se mediante a avaliação que é efetuada de acordo com os parâmetros que estão definidos, verificamos que realmente é uma situação premente e que necessita de maior urgência, coordeno o apoio com o médico de família, informando-o que irei com o utente ao serviço de urgência de psiquiatria. Antes de encaminhar qualquer utente para o serviço de urgência psiquiátrica, faço um primeiro contacto telefónico com o médico psiquiatra e enfermeiro que aí se encontram, informando-os da situação que vai ser encaminhada».

enf.arlete_lourenco_2.jpgOutra das formas de referenciação é através de todos os profissionais das várias unidades integrantes do ACES Central, que atuam no concelho de Faro. No entanto, a referenciação mais comum é feita pelos profissionais da UCC, nomeadamente pela «equipa de apoio domiciliário dos cuidados continuados integrados – ECCI, composta por enfermeiros, médico, assistentes operacionais, assistente social, fisioterapeuta, psicóloga, que quando vão a casa das pessoas fazem avaliação não só do utente, mas também da família. E, no caso, de detetarem que aquela família ou um dos membros apresenta sinais ou um risco no âmbito da saúde mental encaminham-no para minha avaliação. Na primeira visita ao utente, vou sempre acompanhada pelo profissional que me referenciou o caso de modo a facilitar a confiança e dar início ao estabelecer a relação terapêutica. Neste primeiro momento é essencial a presença dos colegas da equipa pois são os profissionais em quem o utente confia.»

Dos cerca de 50 utentes já acompanhados neste projeto, um dos casos de maior sucesso é o da utente Dora. «Trata-se de uma situação em que a referenciação foi feita pela ECCI, nas pessoas da enfermeira e assistente social que na altura estava acompanhar a mãe que se encontrava acamada e detectaram que a filha estaria em risco de sofrimento mental. Ao iniciar os contactos, confirmou-se que o risco era real. A utente vivia enclausurada no seu domicílio, sem motivação e com alterações em todos os âmbitos das actividades de vida diária como alimentação, sono, higiene pessoal e da casa. Iniciámos o processo terapêutico em fevereiro deste ano e neste momento, através de um processo psicoterapêutico de reabilitação com recurso a técnicas de negociação e acompanhamento permanente, a utente já começa a ultrapassar os problemas, revelando melhorias significativas e aos poucos está a iniciar o processo de socialização». 

ucc_faro_2012.jpgNo mesmo âmbito, outro dos objetivos deste projeto é fomentar a formação nesta área para os profissionais de saúde dos cuidados de saúde primários «para que quando têm à sua frente um utente saibam despistar, detectar, identificar os sinais e encaminhá-lo corretamente», «fornecendo-lhes maior suporte para as suas avaliações e intervenções no âmbito da doença mental». Por outro lado, a Enf. Arlete Lourenço mostra-se também bastante empenhada na vertente da «formação para a cidadania» através da promoção da saúde mental e desta forma contribuir para a diminuição do estigma da doença mental, dando como exemplo o trabalho que tem desenvolvido no âmbito da Terapia do Riso, e na ajuda e apoio na implementação de ideias de novos projetos para trabalhar a saúde mental em escolas (nos âmbitos pré-escolar e escolar), com a Associação de Saúde Mental do Algarve (ASMAL), com a Associação Oncológica do Algarve (AOA), com as juntas de freguesias e restantes entidades da comunidade que manifestam vontade em contribuir para a melhoria da Saúde Mental da população.

O sonho é replicar o potencial de atuação deste projeto pelo Algarve e país.

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