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Sir Graham Teasdale, co-autor da «Escala de Coma de Glasgow» explica a importância da avaliação objectiva do estado de consciência dos pacientes aos alunos de Medicina do Algarve

imagem37 anos depois de ter publicado  na revista científica Lancet o artigo intitulado «Assessment of coma and impaired conciousness, a practical scale» (em conjunto com Bryan Jennett), o Professor Dr. Graham Teasdale, neurocirurgião, Professor Honorário da Universidade de Glasgow na Secção de Medicina Psicológica, condecorado como Cavaleiro pela Rainha de Inglaterra em 2006 pelos seus serviços à Neurocirurgia, e um dos autores da «Escala de Coma de Glasgow»,  visitou, no dia 21 de Janeiro, o Departamento de Medicina da Universidade do Algarve, para proferir uma Conferência sobre a «Escala de Coma de Glasgow», utilizada mundialmente nos Hospitais para a avaliação objectiva do estado de consciência dos pacientes. Falou ainda sobre a Qualidade e a Segurança nos Cuidados da Saúde (a Estratégia da Escócia), numa iniciativa dirigida aos estudantes de Medicina da Universidade do Algarve.

imagem37 anos depois de ter publicado  na revista científica Lancet o artigo intitulado «Assessment of coma and impaired conciousness, a practical scale» (em conjunto com Bryan Jennett), o Professor Dr. Graham Teasdale, neurocirurgião, Professor Honorário da Universidade de Glasgow na Secção de Medicina Psicológica, condecorado como Cavaleiro pela Rainha de Inglaterra em 2006 pelos seus serviços à Neurocirurgia, e um dos autores da «Escala de Coma de Glasgow»,  visitou, no dia 21 de Janeiro, o Departamento de Medicina da Universidade do Algarve, para proferir uma Conferência sobre a «Escala de Coma de Glasgow», utilizada mundialmente nos Hospitais para a avaliação objectiva do estado de consciência dos pacientes. Falou ainda sobre a Qualidade e a Segurança nos Cuidados da Saúde (a Estratégia da Escócia), numa iniciativa dirigida aos estudantes de Medicina da Universidade do Algarve.

 

Apresentado pelo director do curso, o Professor Catedrático Dr. José Ponte, o Professor Teasdale reconheceu que «nunca tinha sonhado» que a escala, que inicialmente foi concebida para avaliar o nível de consciência depois de um trauma encefálico e que hoje é o método de excelência para avaliar a profundidade e duração de inconsciência e coma dos pacientes em diferentes situações, ia tornar-se «tão significativo como veio a tornar-se».

 

Baseando-se em três elementos – resposta ocular, fala e capacidade motora – que abrangem situações em que o doente não abre os olhos ou abre os olhos quando é chamado, encontra-se emudecido ou conversa normalmente, não se movimenta ou obedece a comandos, com uma escala de interpretação e de pontuação entre 3 a 15 (de coma profundo até à normalidade) – a «Escala de Coma de Glasgow» possibilita ao profissional de saúde o cálculo e a monitorização do estado de saúde do paciente e a recuperação do mesmo, de forma estruturada e esquematizada, em situações tão diversas como a meningite, o ataque cardíaco, o traumatismo craniano ou o acidente vascular cerebral (AVC).

 

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Os antecedentes na tentativa de se encontrar sistemas de avaliação foram muitos. O problema era, segundo o Professor Teasdale, que «todos tinham o seu próprio sistema de avaliação, mas nenhum estava universalmente aceite ou implementado» antes de 1974, e que em geral eram «de difícil e incompreensível comunicação» e, consequentemente, «receitas para maus cuidados de saúde».

 

Teasdale e Jennett, trabalharam directamente no terreno com enfermeiros, jovens médicos e cirurgiões que cuidavam de pacientes com lesões cranianas e AVC, para perceber como encontrar um método que possibilitasse uma observação do doente por diferentes pessoas mas que as levasse à mesma conclusão sobre o estado do mesmo. E assim nasceu a «Escala de Coma de Glasgow».

 

Questionado sobre as mais-valias deste método, que ao longo dos anos tem recebido críticas e sugestões de alteração e melhoramentos, o Professor Teasdale realçou o casamento feliz entre a prática e o rigor académico e científico, que permitiu o acesso a uma ferramenta «fácil de memorizar, de por em prática e possível de repetir», relacionando a gravidade e o desenvolvimento do estado de saúde do paciente.

 

«Foi um trabalho muito prático, muito hands-on», frisou. «Tornou a comunicação o mais fácil possível, clara, concisa e correcta, e isso ajudou na gestão do paciente e facilitou igualmente a discussão sobre grupos de pacientes, podendo-se comparar casos clínicos. Mas não é uma fórmula rígida, é uma estrutura base para avaliação que abrange um leque desde lesões ligeiras a severas», disse, esclarecendo a audiência que a escala ainda permite «criatividade e flexibilidade» e o «uso de bom senso» ao profissional de saúde em termos de avaliação e intervenção.

 

O Professor Sir Graham Teasdale assume, além da sua função académica, o papel de Director do «NHS – Quality Improvement Scotland», um organismo que zela pela qualidade e segurança dos pacientes no Serviço Nacional de Saúde da Escócia e foi também sobre esta temática que veio falar à Universidade do Algarve. Explicou que na Escócia apesar de existirem recomendações de boas práticas nos cuidados de saúde, houve uma «estagnação» em termos de segurança nos serviços.

 

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«Não foi porque tenha havido um grande número de diagnósticos mal feitos», realçou o Professor Teasdale, «mas os cuidados primários não conseguiram atingir níveis elevados de qualidade de segurança». A solução foi implementar um programa a nível da Escócia, baseado num modelo onde os próprios profissionais de saúde «assumiram a responsabilidade» na monitorização das práticas, medindo-as e avaliando-as com regularidade para assim se atingirem as metas estabelecidas pelos próprios «elevando a credibilidade» dos serviços prestados.

 

«Aprendem sozinhos e em conjunto», contou o Professor Teasdale, destacando «as enormes melhorias» atingidas através deste programa em termos de «redução do número de infecções e do tempo de espera». «É muito inspirador», referiu o Professor Sir Graham Teasdale, realçando que o trabalho do «NHS – Quality Improvement Scotland» implica o trabalho conjunto com outros organismos, reconhecidos pelo Governo. Disse, finalizando, que «toda a Escócia tem que implementar este programa, mas tem de o fazer sem mais fundos porque a segurança é o básico. Assim, a ideia torna-se um trabalho do dia-a-dia.»

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