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Trabalho sobre abuso sexual e maus-tratos realizado pelo NACJR do Centro de Saúde de Loulé recebe Prémio da APPIA

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O Núcleo de Apoio às Crianças e Jovens em Risco do Centro de Saúde de Loulé foi contemplado com o 1º lugar pelo júri da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência (APPIA) recebendo o Prémio Dr João dos Santos atribuído ao trabalho realizado pelas profissionais de saúde do NACJR de Loulé intitulado «Maus-tratos no Concelho de Loulé: Estudo da Prevalência do Abuso Sexual nas Crianças Acompanhadas pelo Núcleo de Apoio às Crianças e Jovens em Risco do Centro de Saúde de Loulé».

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O Núcleo de Apoio às Crianças e Jovens em Risco do Centro de Saúde de Loulé foi contemplado com o 1º lugar pelo júri da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência (APPIA) recebendo o Prémio Dr João dos Santos atribuído ao trabalho realizado pelas profissionais de saúde do NACJR de Loulé intitulado «Maus-tratos no Concelho de Loulé: Estudo da Prevalência do Abuso Sexual nas Crianças Acompanhadas pelo Núcleo de Apoio às Crianças e Jovens em Risco do Centro de Saúde de Loulé».

 

A elevada incidência de encaminhamentos por abuso sexual, a relevância actual do tema, a tradição do trabalho efectuado no centro de saúde e na comunidade, e a repercussão desta temática sobre a saúde mental das crianças foram o ponto de partida para equipa do Núcleo de Apoio à Criança e Jovem em Risco do Centro de Saúde de Loulé (NACJR) realizar este estudo através dos casos acompanhados pelos projectos do Centro de Saúde, nomeadamente a Intervenção Precoce Integrada (IPI), o Grupo de Apoio à Saúde Mental Infantil (GASMI- protocolo com o Departamento de Pedopsiquiatria do Hospital de D. Estefânia, em Lisboa) e o Núcleo de Apoio à Criança e Jovem em Risco.

 

O trabalho da autoria de Marta Chaves da Silva (psicóloga), Ilza Martins (psicóloga), Guilhermina Pacheco (médica), Bárbara Menezes (enfermeira), Elisabete Fortunato (assistente social), Carina Oliveira (estagiária de Psicologia) e Jessica Oliveira (estagiária de Psicologia), consistiu num estudo exploratório efectuado em duas partes distintas: numa primeira parte são apresentados os dados globais sobre os maus-tratos, e na segunda parte, os dados específicos referentes ao abuso sexual.

 

Para a realização deste estudo a equipa acompanhou 173 sujeitos, com idades compreendidas entre os 0 e os 16 anos, residentes no Concelho de Loulé e utentes do Centro de Saúde.

 

Numa primeira fase, o objectivo do estudo incidiu sobre o levantamento dos dados em relação às crianças que estejam incluídas em pelo menos um dos projectos supra mencionados, quanto a incidência de quatro tipos de maus-tratos: mau trato físico, negligência, abuso sexual e mau trato psicológico. Na segunda fase do estudo, o objectivo foi caracterizar as crianças e as famílias, cujos casos são de suspeita ou abuso sexual confirmado.

 

Após análise dos dados, as autoras constataram que dos 173 sujeitos estudados, 21,4% foram sujeitos a abuso sexual, sendo que a incidência do abuso é maior no sexo feminino, verificando-se elevada associação com a negligência, o alcoolismo, a doença mental e a violência doméstica.

 

 

A equipa concluiu ainda que as idades mais vulneráveis encontram-se na faixa etária dos 3, dos 7 e dos 9 anos respectivamente. De salientar que o abusador foi sempre alguém conhecido da criança, com 82% de abuso intra-familiar.

 

 

A análise e reflexão sobre os casos acompanhados é um primeiro factor organizador para as equipas que trabalham nos cuidados de saúde primários, pois a adequada caracterização dos mesmos é fundamental para a prevenção primária, cujo objectivo é evitar o aparecimento dos maus-tratos. Nesse sentido, os dados apurados da caracterização dessas crianças e famílias servirão de base no planeamento do trabalho futuro, especialmente no âmbito da prevenção, articulação e intervenção.

 

 

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